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São Paulo

Coronel acessou mensagens em celular da esposa PM após ela ser baleada

Oficial da PM foi preso na manhã desta quarta-feira (18/3) em São José dos Campos. Perícia descartou hipótese de suicídio da PM Gisele

18/03/2026 03:00, atualizado 18/03/2026 12:21
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Fábio Vieira/Especial Metrópoles
Tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto foi preso na manhã desta quarta-feira (18/3) - Metrópoles

Enquanto a soldado Gisele Alves Santana agonizava na sala de casa, após ser ferida com um tiro na cabeça, o WhatsApp dela foi aberto e a troca de mensagens com uma amiga íntima visualizada, às 8h do dia 18 de fevereiro. Três minutos antes, o tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto acionou a Polícia Militar e, às 8h05, os bombeiros. Além de pedir socorro, ele afirmou que a esposa havia cometido suicídio (ouça abaixo).

A prisão dele foi pedida pela Polícia Civil, nesta terça-feira (17/3), após a investigação indicar que a soldado foi vítima de assassinato. No momento em que ela foi baleada na cabeça, somente o oficial da PM estava no apartamento. Ele foi preso na manhã desta quarta-feira (18/3) em um condomínio residencial de São José dos Campos, no Vale do Paraíba.

Segundo as investigações, as provas periciais indicaram a inviabilidade da hipótese de suicídio da PM Gisele, além de apontarem indícios de alteração do local do crime.

Aplicativo de mensagens de Gisele

A visualização do aplicativo de mensagem de Gisele (veja galeria abaixo) foi notado por uma amiga que conhecia a vítima desde quando a policial tinha 15 anos.

Coronel acessou mensagens em celular da esposa PM após ela ser baleada - destaque galeria
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Gisele foi socorrida e morreu no Hospital das Clínicas
No mesmo dia em que ela morreu, caso passou a ser investigado como morte suspeita
Coronel afirma desde o dia da morte da esposa que ela teria se matado
Soldado foi ferida com a arma do marido
PM Gisele: novos depoimentos podem levar à expulsão de tenente-coronel
WhatsApp de policial morta foi vizualizado quando ela já estava baleada
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WhatsApp de policial morta foi vizualizado quando ela já estava baleada

Arquivo Pessoal
Gisele foi socorrida e morreu no Hospital das Clínicas
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Gisele foi socorrida e morreu no Hospital das Clínicas

Arquivo Pessoal
No mesmo dia em que ela morreu, caso passou a ser investigado como morte suspeita
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No mesmo dia em que ela morreu, caso passou a ser investigado como morte suspeita

Arquivo Pessoal
Coronel afirma desde o dia da morte da esposa que ela teria se matado
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Coronel afirma desde o dia da morte da esposa que ela teria se matado

Arquivo Pessoal
Soldado foi ferida com a arma do marido
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Soldado foi ferida com a arma do marido

Arquivo Pessoal
PM Gisele: novos depoimentos podem levar à expulsão de tenente-coronel
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PM Gisele: novos depoimentos podem levar à expulsão de tenente-coronel

Arquivo Pessoal
Soldado era casada com tenente-coronel, que estava no apartamento no momento do tiro
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Soldado era casada com tenente-coronel, que estava no apartamento no momento do tiro

Arquivo Pessoal
A soldado Gisele deixou uma filha de 7 anos, fruto de outro relacionamento
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A soldado Gisele deixou uma filha de 7 anos, fruto de outro relacionamento

Arquivo Pessoal
Gisele foi encontrada morta em fevereiro
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Gisele foi encontrada morta em fevereiro

Redes Sociais/Reprodução
Coronel acessou mensagens em celular da esposa PM após ela ser baleada - imagem 10
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Arte/Metrópoles
Gisele Alves Santana tinha 32 anos
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Gisele Alves Santana tinha 32 anos

Instagram/Reprodução
Soldado da Polícia Militar, Gisele Alves Santana foi encontrada morta
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Soldado da Polícia Militar, Gisele Alves Santana foi encontrada morta

Instagram/Reprodução
Caso foi tratado inicialmente como suicídio e, depois, alterado para morte suspeita
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Caso foi tratado inicialmente como suicídio e, depois, alterado para morte suspeita

Instagram/Reprodução

Ambas trocaram mensagens pela última vez em dezembro, e a amiga, uma professora de educação infantil, telefonou para Gisele na virada do ano, quando falou pela última vez com a soldado.

Foi para essa amiga que Gisele enviou áudios — revelados pelo Metrópoles no dia do crime — nos quais a soldado, de forma premonitória, afirmava acreditar que não iria viver por muito tempo.

“Não me vejo velhinha, vivendo muitos anos. Eu digo sempre que queria ver a minha filha se formar, com quem ela vai namorar”, disse Gisele, referindo-se à filha, de 7 anos, fruto de um relacionamento anterior.

“Bravo” com Gisele

A criança, como mostrado pelo Metrópoles, relatou à avó sentir medo do tenente-coronel, alegando que ele era “bravo” com Gisele.

Segundo depoimento prestado à Polícia Civil pela mãe de Gisele e avó da menina, o pai da criança – Jean, ex-companheiro da policial – foi buscá-la no apartamento, no dia 17 de fevereiro, um dia antes de Gisele ser encontrada gravemente ferida na sala do imóvel.

Ela acrescentou que a neta também descrevia uma rotina doméstica marcada por tensão dentro do apartamento. Gisele e a filha costumavam permanecer juntas no mesmo quarto, enquanto o tenente-coronel ficava em outro cômodo.

Ouça ligação para 190:

Marcas no pescoço

Os primeiros laudos feitos após a morte de Gisele, mostrados pela reportagem, indicam a presença de lesões no rosto e no pescoço da policial, compatíveis com pressão exercida por dedos e unha, conhecidas na medicina legal como “estigmas digitais”.

Segundo o laudo, havia quatro marcas arredondadas compatíveis com pressão de dedos na região da mandíbula e do pescoço, além de uma lesão superficial com formato de meia-lua, típica de unha. Em entrevista à TV Record, o oficial sugeriu que as lesões teriam sido feitas pela própria Gisele.

Em exame complementar, também obtido pela reportagem, peritos reforçaram que as lesões na face e no pescoço são contundentes e compatíveis com pressão digital, ou seja, com compressão manual.

Essas marcas levantaram a hipótese de que a soldado possa ter sido esganada antes do disparo, provocando a suspeita de que ela teria desmaiado pouco antes de ser baleada.

Os peritos também encontraram o projétil alojado no couro cabeludo do lado esquerdo, após atravessar o crânio e provocar extensa fratura óssea.

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