Morre Carmen de Oxum, símbolo das religiões de matriz africana em SP
Carmen de Oxum era considerada uma das principais lideranças das religiões de matriz africana em São Paulo e teve morte anunciada pelo filho

Uma das mais importantes lideranças das religiões de matriz africana em São Paulo, Carmen de Oxum morreu nesta sexta-feira (12/6). A morte foi anunciada pelo filho, Cláudio Maciel, por meio das redes sociais.
Na publicação, ele descreveu a mãe como uma mulher que dedicou a vida à fé, à família e à preservação da cultura afro-brasileira. “Com um simples olhar acolhia, protegia sem distinção”, escreveu.
Reconhecida por sua atuação religiosa e social, Mãe Carmen construiu uma trajetória marcada pelo fortalecimento do candomblé e pela defesa das tradições de matriz africana. Carmen de Oxum deixa 7 filhos, 12 netos e uma bisneta.
Nascida em Curvelo, em Minas Gerais, Mãe Carmen mudou-se ainda criança para São Paulo. Filha de uma família humilde, enfrentou dificuldades financeiras durante a infância. A espiritualidade, porém, passou a fazer parte de sua vida desde cedo. Ao longo das décadas, tornou-se uma das yalorixás mais respeitadas do estado.
Na publicação, Cláudio Maciel destacou ainda que a mãe se tornou “uma das maiores representantes paulistas da cultura afro-brasileira” e lembrou sua atuação em defesa da religião. “Não perdemos apenas mais uma militante de axé, mas um símbolo de perseverança e compromisso com a nossa religião”, escreveu.

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