MPSP denuncia estudante que esfaqueou colega e funcionária em escola
Estudante de 23 anos é acusado de atacar uma colega de curso e uma funcionária com golpes de faca durante uma prova presencial

O estudante universitário de 23 anos preso após esfaquear uma colega de classe e uma funcionária dentro de uma escola em Tapiratiba, no interior de São Paulo, foi denunciado por duas tentativas de homicídio qualificadas — por motivo fútil, meio cruel e recurso que dificultou a defesa das vítimas — pelo Ministério Público de São Paulo (MPSP).
O ataque ocorreu em 19 de maio, nas dependências da Escola Municipal Monsenhor João Luiz do Prado, onde funciona um polo presencial da Universidade Virtual do Estado de São Paulo (Univesp). O acusado e uma das vítimas cursavam Administração na instituição. A outra mulher trabalhava no local.
Segundo a denúncia, apresentada pela promotora de Justiça Larissa Castilho, o estudante compareceu à unidade para realizar uma prova presencial e, em seguida, foi até a sala onde as vítimas estavam. A investigação aponta que ele atacou inicialmente a colega de curso pelas costas. Armado com uma faca, ele teria puxado a jovem pelos cabelos e desferido diversos golpes e chutes, inclusive quando ela já estava caída no chão. Apesar dos ferimentos, as mulheres se recuperam bem.
Estudante matriculado
- O ataque aconteceu em 19 de maio de 2026, em Tapiratiba, no interior de São Paulo.
- O universitário, de 23 anos, invadiu uma sala durante uma avaliação presencial da Univesp.
- Uma estudante, de 27 anos, e uma funcionária, de 42, foram esfaqueadas. As vítimas sobreviveram após receberem atendimento médico.
- Em nota publicada nas redes sociais, a Univesp informou que o ataque envolveu um homem regularmente matriculado em curso superior da instituição, uma aluna e uma colaboradora da universidade.
- Segundo a Univesp, as vítimas foram prontamente socorridas e estão bem fisicamente.
- “Agradecemos à Guarda Civil Municipal, à equipe de saúde e às demais autoridades pelo pronto atendimento e apoio prestado”, escreveu a instituição.
- “Neste momento, reforçamos a importância da cautela e da responsabilidade na divulgação de informações, respeitando os envolvidos e evitando a propagação de conteúdos não oficiais.”
Motivo fútil
Ainda segundo a denúncia, após a primeira agressão, o homem voltou para a funcionária da universidade, que também foi atingida por golpes de faca. O Ministério Público afirma que, mesmo diante das tentativas de fuga das duas mulheres, o acusado continuou perseguindo as vítimas pelas dependências da escola.
Ainda na denúncia após os ataques, o estudante enviou mensagens em um grupo virtual da turma, afirmando que sua ação seria uma resposta a supostos episódios de bullying e chantagem. O estudante acusado poder responder por duas tentativas de homicídio qualificadas por motivo fútil, meio cruel e recurso que dificultou a defesa das vítimas.

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