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São Paulo

Defesa de sócio do Palmeiras suspeito de abusar de menina se manifesta

Associado negou abuso e declarou ter tomado conhecimento das acusações somente após suspensão do rol de sócios e repercussão na imprensa

Marcus Pontes12/06/2026 16:03
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Fabio Menotti/Palmeiras
Foto colorida de fachada com o nome Sociedade Esportiva Palmeiras, na zona oeste da capital paulista.

A defesa do gerente comercial, de 74 anos, apontado como suspeito de abusar sexualmente de uma menina de 4 anos, no clube Sociedade Esportiva Palmeiras, zona oeste da capital paulista, negou ter cometido o crime.

Segundo nota de sua defesa, ele tomou conhecimento sobre a acusação somente após ser suspenso do quadro de sócios do clube e a repercussão na imprensa. O texto é assinado pelos advogados João Victor Abreu e Ana Beatriz Tabarelli Krasovic.

A nota diz que o sócio suspeito do abuso negou “integralmente as acusações“, e que solicitou acesso aos procedimentos instaurados para poder exercer o “plenamente seu direito de defesa e apresentar os esclarecimentos necessários às autoridades competentes“.

Eles afirmam ter “confiança nas instituições e no regular andamento das investigações, destacando que o associado permanece à disposição das autoridades para colaborar com o esclarecimento dos fatos”. Acrescentam que “o associado manifestará oportunamente nos autos”.

O que diz o Palmeiras

Em nota, o Palmeiras confirmou que a mãe da criança é uma das associadas, e procurou a administração do clube para relatar o abuso sexual. As duas foram acolhidas e atendidas por um médico do clube, além de receber acompanhamento jurídico. Um processo interno de investigação foi aberto a pedido da presidente do Palmeiras, Leila Pereira. Leia a nota na íntegra:

“Na noite de quarta-feira (10/6), uma associada procurou a administração do Palmeiras para relatar um caso de abuso sexual cometido contra sua filha, possivelmente nas dependências do clube social.

Após acolher a mãe e a criança, que foi atendida por um médico do Palmeiras, a administração designou que um dos advogados do clube as acompanhasse até a Delegacia de Defesa da Mulher para o registro da ocorrência.

Prontamente, iniciou-se um trabalho de apuração interna por meio da análise das imagens do sistema de monitoramento – inclusive, todo o material já foi separado e está à disposição da Justiça. Não procede a informação de que policiais militares tiveram o acesso negado à sede social.

Assim que foi informada sobre a ocorrência, a presidente Leila Pereira determinou a imediata suspensão de um associado suspeito de envolvimento no caso; se ficar comprovada a autoria ou participação dele neste crime abominável, ele será expulso do quadro associativo, sem prejuízo das demais medidas punitivas cabíveis.

O Palmeiras repudia veementemente qualquer forma de violência ou abuso e não medirá esforços para que os fatos sejam rapidamente esclarecidos”.

A Secretaria da Segurança Pública confirmou o caso e destacou que a vítima e a mãe dela prestaram depoimento sobre o caso. Exames foram solicitados e devem complementar no caso. “Diligências estão em andamento para localizar o autor pela 3ª DDM (Oeste) – responsável pela área dos fatos”, afirmou a pasta.

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