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São Paulo

Mãe denuncia abuso da filha de 4 anos no Palmeiras. Sócio é afastado

Palmeiras confirmou denúncia e informou que suspeito de envolvimento no caso foi suspenso a pedido da presidente Leila Pereira

Marcus Pontes11/06/2026 12:48, atualizado 11/06/2026 13:27
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Fabio Menotti/Palmeiras
Foto colorida da fachada do sede administrativa da Sociedade Esportiva Palmeiras

A mãe de uma menina de 4 anos denunciou, nessa quarta-feira (10/6), o abuso sexual de sua filha por um frequentador do Clube Palmeiras, em Perdizes, na zona oeste de São Paulo. O crime é investigado pela 4ª Delegacia de Defesa da Mulher (DDM). Em nota, o clube confirmou que uma investigação interna foi aberta e um associado suspeito de envolvimento foi suspenso temporariamente (veja nota completa no final da matéria).

Inicialmente, a Polícia Militar foi chamada para ir à sede do clube na quarta-feira para verificar o suposto abuso. A denúncia recebida informava que a vítima e a mãe dela estavam aguardando no departamento médico. No local, conforme o boletim de ocorrência da PM, os policiais teriam sido barrados por seguranças do clube — o Palmeiras nega ter vetado a entrada dos PMs.

Ainda segundo o registro do caso, a mãe e a criança foram à portaria, onde a mulher denunciou a dinâmica do crime. Segundo ela, a filha “desapareceu brevemente”, por volta das 16h30, reaparecendo instantes depois, como se tivesse saído do banheiro masculino.

“Pipoca com o vovô”

A mãe, então, perguntou à menina o que fazia naquela direção e a garota respondeu: “É segredo, é segredo”. A criança teria dito, em seguida, que foi ao local a convite do “vovô” para “comer pipoca”.

O suposto abuso só foi notado mais tarde, quando a mulher dava banho na criança. Uma secreção foi vista na região íntima. A vítima foi novamente questionada sobre o ocorrido, e verbalizou o abuso cometido pelo “vovô”.

A mulher voltou ao Palmeiras à noite para buscar denunciar o abuso e pedir providências. Na ocasião, a filha passou por atendimento no departamento médico do clube. Exames realizados na sede do Palmeiras constataram presença de secreção na região íntima da criança.

A criança foi acolhida pelo Programa Bem-Me-Quer, iniciativa do governo do estado que oferece acolhimento integral, sigiloso e humanizado a vítimas de violência sexual.

O que diz o Palmeiras

Em nota, o Palmeiras confirmou que uma a mãe da criança é uma das associadas e procurou a administração do clube para relatar o abuso sexual. As duas foram acolhidas e atendidas por um médico do clube, além de receber acompanhamento jurídico. Um processo interno de investigação foi aberto a pedido da presidente do Palmeiras, Leila Pereira. Leia a nota na íntegra:

Na noite de quarta-feira (10/6), uma associada procurou a administração do Palmeiras para relatar um caso de abuso sexual cometido contra sua filha, possivelmente nas dependências do clube social.

Após acolher a mãe e a criança, que foi atendida por um médico do Palmeiras, a administração designou que um dos advogados do clube as acompanhasse até a Delegacia de Defesa da Mulher para o registro da ocorrência.

Prontamente, iniciou-se um trabalho de apuração interna por meio da análise das imagens do sistema de monitoramento – inclusive, todo o material já foi separado e está à disposição da Justiça. Não procede a informação de que policiais militares tiveram o acesso negado à sede social.

Assim que foi informada sobre a ocorrência, a presidente Leila Pereira determinou a imediata suspensão de um associado suspeito de envolvimento no caso; se ficar comprovada a autoria ou participação dele neste crime abominável, ele será expulso do quadro associativo, sem prejuízo das demais medidas punitivas cabíveis.

O Palmeiras repudia veementemente qualquer forma de violência ou abuso e não medirá esforços para que os fatos sejam rapidamente esclarecidos.

A Secretaria da Segurança Pública (SSP) confirmou o caso e destacou que a vítima e a mãe dela prestaram depoimento sobre o caso. Exames foram solicitados e devem complementar no caso. “Diligências estão em andamento para localizar o autor pela 3ª DDM (Oeste) – responsável pela área dos fatos”, afirmou a pasta.

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