Mãe coleta DNA para saber se corpo decapitado é de piloto desaparecido
DNA de mãe do piloto João Vitor de Lima, desaparecido desde março, será comparado ao de homem encontrado decapitado no Pará

A mãe do piloto de avião João Vitor de Lima Franco, que desapareceu há quase três meses após uma viagem a trabalho no Pará, coletou material genético para comparar com o DNA de um homem encontrado morto decapitado, na cidade paraense de Viseu.
A coleta de Alessandra de Lima aconteceu no Instituto Médico Legal de Araraquara, no interior de São Paulo, e será levada à capital paulista. Depois, segue para Belém, onde está o corpo do homem não identificado, no IML de Castanhal. Os legistas examinarão se há compatibilidade entre os dois materiais genéticos.
O corpo foi encontrado no dia 14 de abril, em uma área de mata com córrego, às margens da rodovia BR-308, no interior paraense. Estava decapitado e sem os braços, em estado avançado de decomposição.
Em meio às investigações, um empresário colombiano, dono de uma empresa a qual pertence o avião pilotado por João Vitor, foi encontrado morto a tiros em Belém, no Pará, no dia 16 de maio.
Piloto desaparecido
João Vitor de Lima Franco, desapareceu após sair de Araraquara, no interior de São Paulo, e viajar até Belém, no Pará, em busca de um emprego. A família relata não ter notícias do piloto desde 14 de março.
Segundo o boletim de ocorrência realizado pela mãe do piloto, ele saiu de casa no dia 10 de março e foi para o Aeroporto de Ribeirão Preto, onde pegou um voo com direção à capital paraense.
Em Belém, o homem ficou hospedado em um hotel localizado na Avenida Doutor Enéas Pinheiro entre os dias 11 e 12 de março. De acordo com o registro policial, o piloto manteve contato com a família até o dia 14 de março, quando parou de dar retornos.
A mãe dele contou que tentou contato de diversas formas, inclusive junto às empresas que levaram o rapaz para Belém, mas não teve sucesso.
“Sinto que meu filho está vivo”
- Ao Metrópoles, Alessandra de Lima contou que o filho nunca ficou mais de dois dias sem dar notícias e que a família agora vive uma angústia.
- “No meu coração eu sinto, e mãe sente, que meu filho está vivo, mas eu não sei o que tá acontecendo, então a gente fica muito angustiado”, disse a mulher.
- Além disso, Alessandra afirmou que é “desesperador” não saber o que está acontecendo com o filho e pediu ajuda das autoridades para encontrá-lo.
- Segundo a Secretaria da Segurança Pública (SSP) de São Paulo, o caso foi registrado como desaparecimento de pessoa na Delegacia de Polícia de Plantão de Araraquara e encaminhado à Delegacia de Investigações Gerais de Araraquara (DIG), que investiga o paradeiro do piloto.

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