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São Paulo

Ministro defende parceria com rede privada para ampliar ensino técnico

Ministro da Educação, Camilo Santana propõe parceria com rede privada e sistema S para aumentar a oferta de cursos profissionalizantes

13/03/2025 12:48, atualizado 13/03/2025 13:57
Jéssica Bernardo/ Metrópoles
Imagem colorida do ministro da Educação Camilo Santana, homem branco de barba feita. Ele tem o olhar para baixo enquanto seis microfones e celulares estão apontados em direção a sua boca - Metrópoles

São Paulo — O ministro da Educação, Camilo Santana, afirmou, nesta quinta-feira (13/2), que o governo federal quer ampliar a oferta de ensino profissionalizante no país e alcançar, em cinco anos, os mesmos índices de vagas vistos nos países da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE).

Para isso, defendeu o ministro, o governo poderá estabelecer parcerias com instituições privadas e o sistema S.

“A ideia é que possamos contratar vagas de ensino técnico no sistema S, por exemplo. Os institutos federais poderão oferecer, as próprias universidades poderão oferecer, como também o setor privado poderá oferecer, para que a gente possa ampliar e alcançar essas metas a curto, médio prazo no Brasil”, disse Camilo, em entrevista aos jornalistas durante evento promovido pelo Todos pela Educação, no Parque Ibirapuera, zona sul de São Paulo (veja abaixo).

O ministro afirmou que hoje o país têm cerca de 11% de vagas no ensino profissionalizante, enquanto os demais países da OCDE têm até 40% das vagas no ensino médio aliadas ao técnico.

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Para financiar a expansão, a proposta do MEC é que os Estados usem os recursos dos juros das dívidas com o governo federal, que deixariam de ser recebidos pela União em troca do compromisso de mais investimentos em educação. Para isso, eles precisariam apresentar um plano de metas de investimentos.

“Nós queremos que o principal objetivo dos investimentos seja a criação do ensino técnico profissionalizante”, afirmou o ministro.

“A expectativa, que está sendo constituída com o Ministério da Fazenda, é que o fundo possa variar de R$ 6 a 19 bilhões, que são a redução dos juros que os Estados deixariam de pagar à União, isso no prazo de 5 anos. Estamos fechando o diálogo com a Fazenda. Claro que os Estados precisam aderir, precisam pactuar”, afirmou.