Greve da CPTM: metrô tem filas e lotação em dia de caos na zona leste.
Por conta da greve nas Linhas 11,12 e 13 da CPTM, algumas estações do Metrô de São Paulo registraram lotação na manhã desta terça

Os impactos da greve nas Linhas 11-Coral, 12-Safira e 13-Jade da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) deflagrada na manhã desta terça-feira (4/8) foram sentidos logo cedo nas estações do Metrô de São Paulo. Algumas linhas como a 1-Azul e 3-Vermelha registraram trens e plataformas mais lotadas que o normal para o horário, além de filas nas catracas. A região mais atingida foi a zona leste, a mais populosa de São Paulo e atendida pelas linhas paralisadas.
Um vídeo mostra a fila nas catracas da estação Itaquera do metrô por volta de 6h desta terça-feira. Veja:
Por volta das 6h30 da manhã, a estação Penha da Linha 3-Vermelha do Metrô registrou uma maior quantidade de pessoas na plataforma sentido Palmeiras-Barra Funda. Em entrevista ao Metrópoles, um passageiro que preferiu não se identificar disse ter optado pelo metrô por causa da falta de trens pela greve, mas precisou andar bastante até chegar à estação.
No mesmo horário, a estação Penha também registrou lotação anormal. Além das plataformas cheias, alguns passageiros registraram lotação para chegar até as catracas. Apesar disso, os relatos afirmam que foram enviadas composições vazias para minimizar os impactos.
Entre no canal de WhatsApp do Metrópoles SPNa Linha 1-Azul do Metrô, por volta das 7h30, usuários afirmaram ter enfrentado uma lotação maior do que a comum para o horário. A estação Paraíso, que faz conexão com a Linha 2-Verde, houve uma maior quantidade de pessoas na plataforma, reflexo da paralisação.
A greve desta terça-feira (4/8) afetou a operação das Linhas 11-Coral, 12-Safira e 13-Jade da CPTM. Às 6h, a Linha 11 estava com operação parcial entre as estações Barra Funda e Guaianases. Já por volta das 6h35, a Linha 12 passou a circular com operação parcial entre as estações Brás e Engenheiro Goulart. A Linha 13 está com operação interrompida.
Plano de contingência
Para minimizar os impactos da paralisação, um plano de contingência precisou ser acionado. Na capital paulista, o rodízio de veículos foi suspenso pela Prefeitura. Já o governo de São Paulo informou que os ônibus da operação Paese foram acionados para atender os passageiros nas estações mais afetadas das Linhas 11,12 e 13.
O Metrô também adotou medidas para reduzir os impactos: as estações das Linhas 1-Azul, 2-Verde, 3-Vermelha e 15-Prata tiveram suas aberturas antecipadas para as 4h da manhã. Na Linha 3, foram adicionadas mais composições à circulação e trens vazios podem ser enviados às estações que apresentarem maior lotação ao longo do dia.
A Polícia Militar do estado de São Paulo (PMSP) aumentou o número de policiais no entorno das estações afetadas pela greve. Os passageiros que precisam pegar trens observam, na manhã desta terça-feira (4/8), um contingente acima do comum perto das estações atingidas, especialmente na região leste da capital paulista.
A CPTM informa que a greve não atinge as demais linhas de trem, como a 7-Rubi, 8-Diamante e 9-Esmeralda, todas concedidas à iniciativa privada. A Linha 10-Turquesa, operada pela companhia, também não foi afetada pela paralisação.
O que diz o Sindicato?
O Sindicato dos Trabalhadores em Empresas Ferroviárias da Zona Central do Brasil afirma que a greve deflagrada nesta terça (4/8) ocorreu por falta de garantia formal da manutenção de seus empregos por parte do governo paulista.
Em nota, o sindicato informou que tentou negociar durante a reunião realizada nessa segunda-feira (3/8) com representantes do governo estadual mas que “não houve garantia formal de manutenção dos empregos dos trabalhadores da CPTM diante do processo de concessão das linhas ferroviárias”.
Reivindicações da greve
Nessa segunda (3/8), lideranças da categoria se reuniram com representantes do governo do estado na sede da Secretaria da Casa Civil, mas o encontro terminou sem acordo entre as partes. Na semana passada, os ferroviários já haviam aprovado um indicativo de greve para a data atual, caso não houvesse avanço nas negociações.

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Ver todasEntre as reivindicações, estão a reestatização das linhas 11-Coral, 12-Safira e 13-Jade, concedidas à Trivia Trens, a garantia de todos os empregos na CPTM e a aprovação do Projeto de Lei (PL) nº 730/2025 na Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp), com o apoio do governo. O texto prevê a absorção dos funcionários da estatal por órgãos da administração pública estadual após concessões.
O que diz a CPTM?
Em nota, a CPTM disse lamentar a decisão do sindicato, “mesmo após a apresentação de compromissos concretos e da disposição expressa da gestão estadual para avançar nas negociações”. “Diante disso, a CPTM recorreu ao Tribunal Regional do Trabalho, que determinou a operação de 80% do efetivo nos horários de pico e de 60% nos demais períodos. Em caso de descumprimento, o TRT fixou multa diária de R$ 400 mil ao sindicato”, informou.



















