Membro do PCC executado em carro foi solto 3 meses antes de morrer

Luiz Carlos Moreno do Carmo, de 40 anos, foi preso por homicídio em 2024 e solto após a realização de uma sessão do Tribunal do Júri em 2026

atualizado

metropoles.com

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Reprodução/Redes Sociais
Luiz Carlos Moreno do Carmo, de 40 anos, executado na madrugada do domingo (12/4)
1 de 1 Luiz Carlos Moreno do Carmo, de 40 anos, executado na madrugada do domingo (12/4) - Foto: Reprodução/Redes Sociais

O homem executado junto da mulher em um carro, na zona sul de São Paulo, na madrugada deste domingo (12/4), estava preso há menos de três meses antes de ser assassinado. Luiz Carlos Moreno do Carmo, de 40 anos, também conhecido como “Cirilo”, havia sido solto no final de janeiro.

Ele também era apontado como membro da facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC), e réu na Justiça pelo mesmo crime em outro processo.

Junto a ele estava uma mulher, de 36 anos. Os dois chegaram a ser atendidos por viaturas do resgate do Corpo de Bombeiros, mas não resistiram aos ferimentos. O caso é investigado pelo 37º Distrito Policial (Campo Limpo).

Preso por homicídio

De acordo com um processo analisado pelo Metrópoles, Luiz Carlos era réu sob acusação de homicídio qualificado, crime pelo qual chegou a ser preso em 20 de julho de 2024, após mais de um ano foragido. Ele era acusado de participar do assassinato de Leandro Santos e Lindberg Mendonça Rocha, no dia 25 de maio de 2022.

Por mais de um ano, ele ficou detido no Centro de Detenção Provisória II de Belém. No dia 26 de janeiro de 2026, foi realizada uma sessão do 1º Tribunal do Júri. A reportagem não teve acesso aos detalhes da sessão.

Dois dias depois, três alvarás de soltura foram expedidos e, no dia 30 de janeiro de 2026, cerca de dois meses e meio antes da execução de Luiz Carlos, ele e outros investigados foram liberados. Atualmente, o processo se encontra suspenso.

Réu em outro caso de homicídio

Conforme apuração do Metrópoles, Luiz também era um de 11 réus em outro caso de duplo homicídio qualificado e organização criminosa.

Segundo a denúncia do Ministério Público (MPSP), a vítima neste caso era um homem chamado “Manoel”, conhecido como “Juninho”. Ele era o encarregado de administrar os pagamentos realizados por moradores a um grupo criminoso chamado “Pé de Pato”, que administrava um “gatonet” no bairro do Campo Limpo, em São Paulo.

Ainda segundo a denúncia, a influência do Pé de Pato na região do Parque Arariba começou a incomodar o PCC, impedido de montar “biqueiras” para venda de drogas e promover bailes funk.

Em reunião, os integrantes do PCC decidiram matar Juninho. A decisão foi autorizada justamente por Luiz Carlos, que era o “disciplina” da facção na região. Ele também fazia a administração do “gatonet” pelo PCC em outros bairros da zona sul.

Na emboscada, realizada em 30 de junho de 2022 — pouco depois de um mês da ação pela qual Luiz Carlos foi preso —, Juninho foi alvejado pelos réus acusados e morto. A outra vítima, cujo nome não foi revelado, sobreviveu.

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