Médico que matou 2 colegas em restaurante é denunciado pelo MPSP

Segundo o MPSP, Carlos Alberto Azevedo Silva Filho atirou contra colegas por motivo fútil e com arma de fogo restrita após discussão

atualizado

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Rosto do médico Carlos Alberto Azevedo Silva Filho - Metrópoles
1 de 1 Rosto do médico Carlos Alberto Azevedo Silva Filho - Metrópoles - Foto: Material cedido ao Metrópoles

O Ministério Público de São Paulo (MPSP) formalizou a denúncia contra o médico acusado de matar dois colegas de profissão em Barueri, na região metropolitana da capital paulista. Carlos Alberto Azevedo Silva Filho foi preso no dia 18 de janeiro. Ele atirou contra Luís Roberto Pellegrini Gomes e Vinicius Dos Santos Oliveira após discussão em um restaurante.

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O homem disparou contra as vítimas mesmo diante da presença de GCMs no local
Vinicius dos Santos, morto por médico após discussão em restaurante
Luís Roberto Pellegrini Gomes também foi assassinado
Médico que matou colegas a tiros já foi preso por racismo
Carlos Alberto Azevedo Silva Filho, que matou dois colegas após discussão em restaurante
Carlos Alberto Azevedo Silva Filho, de 44 anos, matou dois colegas após uma discussão
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Carlos Alberto Azevedo Silva Filho, de 44 anos, matou dois colegas após uma discussão

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O homem disparou contra as vítimas mesmo diante da presença de GCMs no local
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O homem disparou contra as vítimas mesmo diante da presença de GCMs no local

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Vinicius dos Santos, morto por médico após discussão em restaurante
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Vinicius dos Santos, morto por médico após discussão em restaurante

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Luís Roberto Pellegrini Gomes também foi assassinado
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Luís Roberto Pellegrini Gomes também foi assassinado

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Médico que matou colegas a tiros já foi preso por racismo
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Médico que matou colegas a tiros já foi preso por racismo

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Carlos Alberto Azevedo Silva Filho, que matou dois colegas após discussão em restaurante
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Carlos Alberto Azevedo Silva Filho, que matou dois colegas após discussão em restaurante

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Na denúncia apresentada na última segunda-feira (26/1), MPSP solicitou a manutenção da prisão preventiva de Carlos Alberto. O promotor de Justiça Vitor Petri alegou que o médico cometeu os homicídios por motivo fútil com uso de arma de fogo restrita, além de ter impossibilitado a defesa das vítimas.

Relembre o caso

Carlos Alberto Azevedo Silva Filho, 44, matou dois colegas de profissão após briga em um restaurante de Barueri. O homem foi preso em flagrante. As vítimas — Luís Roberto Pellegrini Gomes, de 43, e Vinicius dos Santos Oliveira, de 35 — conheciam o atirador.

Câmeras de segurança registraram a ação (veja a seguir). Nas filmagens, é possível ver o início da briga, dentro do estabelecimento. Carlos Alberto chega, cumprimenta a dupla com apertos de mão e dá início a uma discussão. Em dado momento, ele dá um tapa em uma das vítimas, que estava sentada. Na sequência, a outra vítima, que assistia à cena, revida com diversos socos.

Outra gravação, feita do lado de fora do restaurante, mostra Luís Roberto e Vinicius caminhando no estacionamento do estabelecimento, quando Carlos Alberto aparece por trás e começa a atirar.


Briga por licitação

  • A Polícia Civil investiga se o motivo da discussão foi uma disputa por contratos de licitação.
  • De acordo com delegado Andreas Schiffmann, responsável pelas investigações, os médicos Carlos Alberto Azevedo Silva Filho, autor do crime, e Luís Roberto Pellegrini Gomes, uma das vítimas, são donos de empresas concorrentes de gestão hospitalar.
  • “Eles disputavam esses contratos”, disse o delegado ao Metrópoles.
  • O terceiro médico envolvido, Vinicius dos Santos Oliveira, seria um funcionário de Luís Roberto e estava com ele no restaurante quando Carlos Alberto chegou ao local. Ele também foi morto a tiros.
  • Segundo o autor, eles eram concorrentes e disputavam contratos de gestão hospitalar. A discussão ocorreu porque a vítima sempre reclamava que ele estaria atrapalhando os negócios.

De acordo com a decisão que determinou a prisão preventiva de Carlos Alberto, guardas civis municipais de Barueri foram acionados para o restaurante antes dos disparos, após serem alertados de que havia um indivíduo armado no local.

Na ocasião, após busca pessoal no suspeito, nenhuma arma foi encontrada. Ele apresentou aos agentes marcas das agressões sofridas e disse que iria embora. No entanto, momentos depois, ele surgiu com a arma atirando. Segundo testemunhas, o objeto teria sido entregue a Carlos Alberto por uma mulher.

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