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São Paulo

Médico que matou colegas de profissão já foi preso por racismo.

Carlos Alberto Azevedo Silva Filho atirou contra colegas em Barueri sexta-feira (16/1). Em 2025, ele foi preso após racismo em hotel

17/01/2026 16:34, atualizado 17/01/2026 16:41
Reprodução/Redes Sociais
Imagem colorida mostra prisão do médico Carlos Alberto Azevedo Silva Filho por racismo. Metrópoles

Preso por matar dois colegas após uma briga em Barueri, na Grande São Paulo, na sexta-feira (16/1), o médico Carlos Alberto Azevedo Silva Filho, já havia sido detido por agredir e cometer injúria racial contra funcionários de um hotel, em Aracaju (SE), no ano passado.

Conforme publicado pelo Metrópoles na época, o caso aconteceu no Hotel Vidam. Segundo o estabelecimento, o médico, de 44 anos, chegou visivelmente embriagado e alterado. Na situação, ele atacou fisicamente um funcionário, ofendeu outro com frases de cunho racista e ainda quebrou móveis e objetos do local.

Vídeos gravados por testemunhas mostram o momento das agressões e também quando o médico é conduzido pelos militares dentro do hotel.

Confira:


Solto pela Justiça após racismo

  • Após ser detido pela Polícia Militar de Sergipe (PMSE), o médico foi levado ao Complexo Penitenciário Antônio Jacinto Filho (Compajaf), na capital sergipana.
  • No entanto, cerca de um mês depois, o juiz do caso revogou a prisão preventiva e estabeleceu medidas cautelares.
  • Entre as medidas, estavam o pagamento de fiança no valor de 10 salários mínimos e a obrigação de se apresentar mensalmente à Justiça.
  • Segundo o magistrado, a decisão foi tomada porque Carlos Alberto não representava riscos à ordem pública.

Na noite dessa sexta-feira (16/1), Carlos Alberto Azevedo Silva Filho matou dois colegas de profissão em frente a um restaurante de luxo, na Avenida Copacabana, em Barueri.

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O autor dos disparos saiu do interior do restaurante com uma arma em punho e atirou contra Luís Roberto Pellegrini Gomes, de 43 anos, e Vinicius dos Santos Oliveira, de 35.

Vinicius foi atingido por dois disparos, um no abdômen e outro nas costas. Ele chegou a ser socorrido pelo resgate municipal e levado ao pronto-socorro do Parque Imperial, mas não resistiu aos ferimentos e morreu.

Já Luís foi atingido por oito tiros, que alcançaram a axila esquerda, o braço esquerdo, a cintura, a coxa direita, as costas e o abdômen. Assim como a outra vítima, ele foi socorrido, mas também morreu.

Antes dos disparos, de acordo com a polícia, Carlos teria ido ao banheiro alterado e se envolvido em uma confusão com Vinicius e Luís, chegando a levar socos. Em seguida, ele retornou, pegou a arma em uma bolsa e efetuou os disparos contra as vítimas. Segundo o boletim de ocorrência, o autor foi preso em flagrante por homicídio.