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São Paulo

Médica perde R$ 19 mil em golpe das flores de aniversário. Entenda.

Médica de São Paulo levou golpe no momento do pagamento da taxa de entrega em sua residência. Golpista ainda não foi identificado

15/07/2026 11:16, atualizado 15/07/2026 11:23
Reprodução/Material cedido ao Metrópoles
golpe médica flores aniversário

Uma médica de São Paulo foi vítima de um golpe no dia de seu aniversário, na última quarta-feira (8/7). Ela diz ter perdido R$ 19 mil após tentar pagar uma “taxa de entrega” para receber flores enviadas como supostos presentes. Imagens de uma câmera de segurança flagram o momento em que um motoqueiro aplica o golpe:

Marília Dalprá, de 69 anos, relatou ao Metrópoles como o golpe aconteceu na porta de sua residência. Ela contou que tudo começou no WhatsApp, quando recebeu uma mensagem em nome de uma empresa conhecida de venda de flores sobre um “presente pago” para ela.

“Eles falaram que poderiam entregar as flores na minha casa, pediram o endereço e eu dei. Eu imaginei que poderia ser de alguma paciente minha, porque eu sempre recebo flores no meu aniversário. Daí eles me enviaram uma mensagem dizendo que eu deveria pagar somente a taxa de entrega, de R$ 4,99. E eu falei que tudo bem.”

Marília disse não ter suspeitado do pagamento da taxa, imaginando que o presente poderia ter sido solicitado por alguma paciente idosa. “Eu pensei que talvez elas tenham feito o pedido na internet mas não souberam pagar a entrega. Imaginei isso”, disse.

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Já na porta da residência da médica, o motoboy entregou a maquininha para o pagamento da taxa no valor de R$ 4,99. Como as tentativas usando o cartão davam erro, Marília diz que tentou efetuar o pagamento via Pix e foi informada de que a entrega só aceitava cartão de crédito ou débito.

Mensagem no WhatsApp de Marília em nome da loja de flores

O entregador então pediu que a mulher ligasse para o estabelecimento de flores pedindo que enviassem um código para que ele utilizasse outra máquina. “Eu liguei no mesmo número que havia me mandado mensagem e um rapaz se identificou como funcionário da loja. Pedi o código, eu passei e o motoboy conseguiu acessar a maquininha.”

Ela relata que tentou mais vezes efetuar o pagamento, que continuava com erro. Novamente, a médica foi orientada pelo entregador a ligar na loja e o atendimento, dessa vez, foi mais hostil.

“O rapaz da loja falou bem bravo para o motoqueiro que ele teria que voltar ao estabelecimento porque ele não conseguiria liberar a entrega. Nessa hora, o motoboy falou assim: ‘Ai, meu Deus, eu tenho tanta coisa para fazer, vou ter que voltar lá de novo. Vamos tentar uma última vez?”, relata.

Foi nesse momento que Marília afirma que o golpe foi efetivado: ela imaginou que ele tinha digitado o valor da taxa novamente, mas descobriu depois que o valor cobrado foi de R$ 19 mil.

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“Depois, umas amigas comentaram que esse golpe é velho. Mas, no dia do meu aniversário, eu estou acostumada a receber flores, como eu poderia imaginar?”, conta.

Após o crime, Marília relatou que entrou com uma reclamação no banco para contestar a compra feita no débito. A médica também registrou o caso na polícia, que analisou as imagens das câmeras de segurança da casa para tentar identificar o entregador.

O que fazer após um golpe

Golpes como esse, em que é cobrada uma taxa num valor excessivamente maior do que o informado na hora do pagamento, são comuns. O Procon de São Paulo dá dicas para evitar situações como essas e orienta o que deve ser feito caso aconteçam.

“Ao realizar uma compra, recomenda-se que o consumidor não utilize máquina com o visor quebrado ou que não permita a leitura dos dados, que não perca seu cartão de vista e que confira o valor da compra antes de finalizar a transação.”

Em caso de supostos presentes, o Procon orienta que seja consultado antes de tudo quem foi o responsável por enviar e que não realize pagamentos antes de confirmar se o presente é, de fato, real.

“Caso tenha sido vítima de um golpe, a orientação é agir rápido: registrar boletim de ocorrência, avisar a instituição financeira imediatamente — especialmente em casos de transações via Pix ou cartão. Quanto mais ágil, maiores as chances de recuperar o valor”, orienta o órgão.