MC Ryan segue na sede da PF. Dono da Choquei e Poze vão para presídio
Justiça manteve prisão temporária do funkeiro MC Ryan e de outros alvos da Operação Narco Fluxo após audiência de custódia
atualizado
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MC Ryan segue preso na sede da Superintendência da Polícia Federal (PF) em São Paulo neste sábado (18/4). A informação foi confirmada ao Metrópoles pela defesa do funkeiro, representada pelo advogado Felipe Cassimiro.
O cantor e outras 33 pessoas foram detidas na última quarta-feira (15/4) na Operação Narco Fluxo, deflagrada pela PF em combate a um esquema bilionário de lavagem de dinheiro ligado ao tráfico de drogas.
Entre os alvos, também estavam Raphael Sousa Oliveira, dono da página Choquei, e Marlon Brendon Coelho Couto Silva, mais conhecido como MC Poze do Rodo.
Na quinta (16/4), a Justiça manteve a prisão de Ryan, Raphael, Poze do Rodo e de outros presos na operação depois da audiência de custódia.
No dia seguinte, Raphael foi transferido para o Complexo Prisional Policial Penal Daniella Cruvinel, em Aparecida de Goiânia. Poze também foi transferido. Ele foi levado da sede da PF no Rio para o presídio de Bangu 1, no Complexo de Gericinó.
O Metrópoles entrou em contato com a Polícia Federal para saber se MC Ryan também deve ser transferido para um complexo prisional, mas não obteve resposta até o momento de publicação desta reportagem. O espaço permanece aberto em caso de eventuais manifestações.
MC Ryan seria principal beneficiado do esquema criminoso
De acordo com as investigações, Ryan Santana dos Santos, o MC Ryan, era o principal beneficiário da organização criminosa e desempenhava diferentes papéis no esquema. Ele utilizava empresas ligadas à produção musical e a própria fama nas redes sociais para mesclar receitas legítimas com dinheiro ilícito de apostas ilegais e rifas digitais.
As autoridades citam um vínculo estrutural do esquema com o Primeiro Comando da Capital (PCC).
Também de acordo com a polícia, o artista teria transferido participações societárias para “laranjas”, inclusive familiares, para ocultar seu patrimônio. Após a lavagem, o dinheiro era reinserido na economia formal a partir da aquisição de imóveis de alto padrão, veículos de luxo, joias e outros ativos de alto valor.
A PF ainda aponta que Ryan pagava operadores de mídia para publicar conteúdos favoráveis a ele e promover suas plataformas de apostas. A ação ainda teria o objetivo de mitigar eventuais crises de imagem relacionadas às investigações.
Operação Narco Fluxo
- Segundo a PF, mais de 200 policiais federais participam da operação e cumpriram 45 mandados de busca e apreensão e 39 de prisão temporária, expedidos pelo Roberto Lemos dos Santos Filho, da 5ª Vara Federal de Santos;
- De acordo com a PF, a ação aconteceu nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Pernambuco, Espírito Santo, Maranhão, Santa Catarina, Paraná, Goiás e no Distrito Federal;
- A PF acredita que o volume financeiro pelo grupo criminoso ultrapassa R$ 260 bilhões. Além de armas, carrões e dinheiro em espécie, a corporação apreendeu documentos e equipamentos eletrônicos que ajudarão na investigação;
- Entre os presos na operação desta quarta estão os funkeiros MC Ryan SP, MC Poze do Rodo e Raphael Sousa, dono da página Choquei;
- A Justiça determinou o bloqueio de até R$ 2,2 bilhões em bens de Ryan;
- O bloqueio foi imposto a 77 alvos da PF, entre empresas e pessoas físicas;
- De acordo com a decisão judicial, o valor estimado para o bloqueio foi calculado com base no lucro estimado com os crimes que teriam sido praticados: “tráfico internacional de mais de três toneladas de cocaína, somado ao fluxo financeiro identificado nos relatórios de inteligência financeira encaminhados pelo Coaf“;
- Também foram determinadas medidas de constrição patrimonial, incluindo o sequestro de bens e a imposição de restrições societárias, com o objetivo de interromper as atividades ilícitas e preservar ativos para eventual ressarcimento;
- As investigações continuam e os alvos podem responder pelos crimes de associação criminosa, lavagem de dinheiro e evasão de divisas;
- Além de Ryan, outros 32 alvos também foram presos, incluindo Marlon Brendon Coelho Couto Silva, o MC Poze, Raphael Sousa Oliveira, dono da página Choquei, e o casal de influenciadores Chrys Dias e Débora Paixão.














