MC Ryan segue na sede da PF. Dono da Choquei e Poze vão para presídio

Justiça manteve prisão temporária do funkeiro MC Ryan e de outros alvos da Operação Narco Fluxo após audiência de custódia

atualizado

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Foto colorida de MC Ryan
1 de 1 Foto colorida de MC Ryan - Foto: Instagram/Reprodução

MC Ryan segue preso na sede da Superintendência da Polícia Federal (PF) em São Paulo neste sábado (18/4). A informação foi confirmada ao Metrópoles pela defesa do funkeiro, representada pelo advogado Felipe Cassimiro.

O cantor e outras 33 pessoas foram detidas na última quarta-feira (15/4) na Operação Narco Fluxo, deflagrada pela PF em combate a um esquema bilionário de lavagem de dinheiro ligado ao tráfico de drogas.

Entre os alvos, também estavam Raphael Sousa Oliveira, dono da página Choquei, e Marlon Brendon Coelho Couto Silva, mais conhecido como MC Poze do Rodo.

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A operação também mira outras figuras conhecidas, como o funkeiro Poze do Rodo e o influenciador Chrys Dias
Investigações indicam que a movimentação era feita no Brasil e no exterior
Foram determinadas medidas de constrição patrimonial e o sequestro de bens
Polícia Federal acredita que o grupo criminoso movimentou mais de R$ 1,6 bilhão
Além dos itens de luxo, foram apreendidos documentos e equipamentos eletrônicos
PF prende MC Ryan SP e Poze do Rodo em operação por lavagem de dinheiro
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PF prende MC Ryan SP e Poze do Rodo em operação por lavagem de dinheiro

Material cedido ao Metrópoles
A operação também mira outras figuras conhecidas, como o funkeiro Poze do Rodo e o influenciador Chrys Dias
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A operação também mira outras figuras conhecidas, como o funkeiro Poze do Rodo e o influenciador Chrys Dias

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Investigações indicam que a movimentação era feita no Brasil e no exterior
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Investigações indicam que a movimentação era feita no Brasil e no exterior

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Foram determinadas medidas de constrição patrimonial e o sequestro de bens
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Foram determinadas medidas de constrição patrimonial e o sequestro de bens

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Polícia Federal acredita que o grupo criminoso movimentou mais de R$ 1,6 bilhão
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Polícia Federal acredita que o grupo criminoso movimentou mais de R$ 1,6 bilhão

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Além dos itens de luxo, foram apreendidos documentos e equipamentos eletrônicos
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Além dos itens de luxo, foram apreendidos documentos e equipamentos eletrônicos

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A ação acontece simultaneamente nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Espírito Santo, Maranhão, Santa Catarina, Paraná, Goiás e Distrito Federal
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A ação acontece simultaneamente nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Espírito Santo, Maranhão, Santa Catarina, Paraná, Goiás e Distrito Federal

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São cumpridos 25 mandados de busca e apreensão e 39 de prisão temporária
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São cumpridos 25 mandados de busca e apreensão e 39 de prisão temporária

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Na quinta (16/4), a Justiça manteve a prisão de Ryan, Raphael, Poze do Rodo e de outros presos na operação depois da audiência de custódia.

No dia seguinte, Raphael foi transferido para o Complexo Prisional Policial Penal Daniella Cruvinel, em Aparecida de Goiânia. Poze também foi transferido. Ele foi levado da sede da PF no Rio para o presídio de Bangu 1, no Complexo de Gericinó.

Metrópoles entrou em contato com a Polícia Federal para saber se MC Ryan também deve ser transferido para um complexo prisional, mas não obteve resposta até o momento de publicação desta reportagem. O espaço permanece aberto em caso de eventuais manifestações.

MC Ryan seria principal beneficiado do esquema criminoso

De acordo com as investigações, Ryan Santana dos Santos, o MC Ryan, era o principal beneficiário da organização criminosa e desempenhava diferentes papéis no esquema. Ele utilizava empresas ligadas à produção musical e a própria fama nas redes sociais para mesclar receitas legítimas com dinheiro ilícito de apostas ilegais e rifas digitais.

As autoridades citam um vínculo estrutural do esquema com o Primeiro Comando da Capital (PCC).

Também de acordo com a polícia, o artista teria transferido participações societárias para “laranjas”, inclusive familiares, para ocultar seu patrimônio. Após a lavagem, o dinheiro era reinserido na economia formal a partir da aquisição de imóveis de alto padrão, veículos de luxo, joias e outros ativos de alto valor.

A PF ainda aponta que Ryan pagava operadores de mídia para publicar conteúdos favoráveis a ele e promover suas plataformas de apostas. A ação ainda teria o objetivo de mitigar eventuais crises de imagem relacionadas às investigações.


Operação Narco Fluxo

  • Segundo a PF, mais de 200 policiais federais participam da operação e cumpriram 45 mandados de busca e apreensão e 39 de prisão temporária, expedidos pelo Roberto Lemos dos Santos Filho, da 5ª Vara Federal de Santos;
  • De acordo com a PF, a ação aconteceu nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Pernambuco, Espírito Santo, Maranhão, Santa Catarina, Paraná, Goiás e no Distrito Federal;
  • A PF acredita que o volume financeiro pelo grupo criminoso ultrapassa R$ 260 bilhões. Além de armas, carrões e dinheiro em espécie, a corporação apreendeu documentos e equipamentos eletrônicos que ajudarão na investigação;
  • Entre os presos na operação desta quarta estão os funkeiros MC Ryan SP, MC Poze do Rodo e Raphael Sousa, dono da página Choquei;
  • A Justiça determinou o bloqueio de até R$ 2,2 bilhões em bens de Ryan;
  • O bloqueio foi imposto a 77 alvos da PF, entre empresas e pessoas físicas;
  • De acordo com a decisão judicial, o valor estimado para o bloqueio foi calculado com base no lucro estimado com os crimes que teriam sido praticados: “tráfico internacional de mais de três toneladas de cocaína, somado ao fluxo financeiro identificado nos relatórios de inteligência financeira encaminhados pelo Coaf“;
  • Também foram determinadas medidas de constrição patrimonial, incluindo o sequestro de bens e a imposição de restrições societárias, com o objetivo de interromper as atividades ilícitas e preservar ativos para eventual ressarcimento;
  • As investigações continuam e os alvos podem responder pelos crimes de associação criminosa, lavagem de dinheiro e evasão de divisas;
  • Além de Ryan, outros 32 alvos também foram presos, incluindo Marlon Brendon Coelho Couto Silva, o MC Poze, Raphael Sousa Oliveira, dono da página Choquei, e o casal de influenciadores Chrys Dias e Débora Paixão.

 

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