Maternidade pública fecha e partos vão para hospital 20 km distante

Mães atendidas na maternidade do Hospital do Servidor Público Municipal foram transferidas para unidade no oeste da cidade de SP

atualizado

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Mães atendidas na maternidade do Hospital do Servidor Público Municipal foram transferidas para um hospital no extremo oeste da cidade de SP - Metrópoles
1 de 1 Mães atendidas na maternidade do Hospital do Servidor Público Municipal foram transferidas para um hospital no extremo oeste da cidade de SP - Metrópoles - Foto: Divulgação/ Prefeitura SP

O fechamento da maternidade do Hospital do Servidor Público Municipal de São Paulo (HMSM), na região da Aclimação, na zona sul, em São Paulo, transferiu o parto de mulheres que fazem acompanhamento pré-natal para um hospital privado que fica a 20 quilômetros da unidade. O atendimento para gestantes no hospital da zona sul foi encerrado nesta quinta-feira (31/8).

As mulheres que fizeram o pré-natal na unidade que fica ao lado da Estação Vergueiro do metrô terão o parto encaminhado para o Hospital Saint Patrick, na Vila Jaguara, zona oeste da cidade.

Nas redes sociais, uma professora criticou o atendimento da nova unidade. Ela comentou que foi encaminhada para internação no Saint Patrick, mas, no hospital, foi orientada a voltar para casa. “[O médico] fez um exame de toque e falou não parece que você está perdendo o líquido amniótico. A gente vai precisar de um ultrassom para confirmar só que não tem aqui hoje e não é certeza que terá amanhã”, contou Alessandra Lopes.

O Hospital Saint Patrick foi escolhido pela Prefeitura de São Paulo por meio de um pregão eletrônico, que considerou que a empresa privada ofereceu um menor preço para a prestação de serviço. O contrato é alvo de uma representação movida pelo vereador Hélio Rodrigues (PT) no Tribunal de Contas do Município (TCM), que pede a avaliação de possíveis irregularidades na escolha do serviço.

A contratação também é questionada pelo Sindicato dos Servidores Municipais de São Paulo (Sindsep), que alega que o HMSM tem capacidade de realizar partos e que uma “UTI Neonatal de excelência” está sendo fechada. Um protesto foi realizado nessa quinta-feira.

Após o protesto, o secretário municipal de Saúde, Carlos Zamarco, negociou com os manifestantes para que mães que haviam recusado a transferência fossem encaminhadas para outras unidades da rede pública de saúde. Em nota ao Metrópoles, a Prefeitura de São Paulo também informou que “todas as servidoras gestantes continuarão tendo assistência garantida para o atendimento de obstetrícia” e que a “reorganização do serviço permitirá otimizar os leitos hospitalares do HMSP para outras especialidades”.

Além disso, a gestão diz que “a contratação do Hospital Saint Patrick atendeu a todas exigências e requisitos técnicos do edital, e o processo licitatório foi feito de forma transparente com publicação de todos os atos decisórios”. “As puérperas e recém-nascidos mantêm o acompanhamento com consultas previamente agendadas nos ambulatórios central e descentralizados do HSPM, após a alta hospitalar do serviço referenciado”, completa o texto.

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