1 de 1 "Perseguição": governadores de direita criticam ações contra Bolsonaro
- Foto: Isabella Finholdt/ Metrópoles
O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), não deve ir à manifestação em apoio a Jair Bolsonaro (PL) na Avenida Paulista no próximo domingo (3/8). Atos bolsonaristas vão ocorrer em todo o país e não contarão com o ex-presidente, que está impedido de sair de casa aos fins de semana por medidas cautelares impostas pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).
Questões de saúde devem impedir Tarcísio de subir no trio elétrico na Paulista, como fez na última manifestação bolsonarista, em junho. Afilhado político de Bolsonaro, o governador tem uma radioablação por ultrassonografia de tireoide marcada para a tarde do domingo. O procedimento será realizado no Hospital Albert Einstein, na zona oeste, com alta prevista para o mesmo dia.
Com o mote “Reaja, Brasil”, as manifestações vão ocorrer em todo o país, mas lideranças nacionais do bolsonarismo devem se concentrar à tarde na capital paulista, depois de participarem de atos em seus estados.
“A questão é marcar que reagiu o Brasil contra essa injustiça, a censura, tudo isso. É um pacotão”, disse o pastor Silas Malafaia, organizador do ato.
É o caso do líder do PL na Câmara dos Deputados, Sóstenes Cavalcante (PL-RJ), que participará de um ato no Rio de Janeiro pela manhã e, à tarde, irá para a Paulista. O deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) também declarou que comparecerá a uma manifestação em Belo Horizonte e depois vai para São Paulo.
Na última manifestação com Jair Bolsonaro, em 29 de junho, Nikolas não participou do ato e foi alvo de críticas de bolsonaristas. Embora tenha ido à Paulista, Tarcísio também não foi poupado dos apoiadores mais radicais do ex-presidente.
Em discurso nacionalizado, o governador de São Paulo centrou as críticas no governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), mas não atacou os ministros do STF, o que incomodou parte dos bolsonaristas.
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O ex-presidente Jair Bolsonaro
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Jair Bolsonaro em manifestação Avenida na Paulista
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O slogan do ato é “Justiça Já”
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O ex-presidente Jair Bolsonaro chega a ato na Avenida Paulista - Metrópoles
Os números do Monitor do Debate Político do Centro Brasileiro de Análise e Planejamento (Cebrap), da USP, mostram que, ao longo do tempo, as manifestações bolsonaristas perderam a capacidade de adesão.
Em 25 de fevereiro do ano passado, o ex-presidente levou 185 mil pessoas à Avenida Paulista. Em 29 de junho, 12,9 mil pessoas foram à última manifestação, em São Paulo – uma redução de 93%.
No período entre os dois atos, ainda houve quatro protestos de aliados de Bolsonaro.
No dia 16 de março deste ano, 18,3 mil pessoas se manifestaram em apoio a Bolsonaro no Rio de Janeiro.
Em 6 de abril deste ano, 44,9 mil pessoas foram ao ato bolsonarista na avenida Paulista. Já em 21 de abril, o monitor da USP mediu 32,7 mil pessoas em um ato em Copacabana.
No Dia da Independência do ano passado, 7 de Setembro, 45,4 mil pessoas estiveram na Paulista.