Evento reúne Lula, Haddad e Alckmin em meio à definição de chapa em SP
Expectativa de petistas é que Haddad aceite pedido de Lula para concorrer ao Governo de São Paulo. Permanência de Alckmin na vice é incerta
atualizado
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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) cumpre nesta terça-feira (3/3) agendas em São Paulo acompanhado do ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT), e do vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB). Ambos são cotados para compor a chapa paulista nas eleições de outubro e há expectativa que essa definição ocorra nesta semana.
Às 15h30, o trio visita uma fábrica de biotecnologia em Valinhos, na região de Campinas, no interior do estado. Mais tarde, às 19h, o presidente estará acompanhado de Haddad e Alckmin na II Conferência Nacional do Trabalho, no Centro de Convenções do Anhembi, zona norte de São Paulo.
Na semana passada, petistas fizeram circular a informação de que Lula havia encaminhado o acerto para que Haddad dispute o Governo de São Paulo, o que foi negado pelo ministro. Eles jantaram juntos na última quinta-feira (26/2) e uma nova conversa entre os dois ainda deve acontecer para bater o martelo.
Na noite dessa segunda-feira (2/3), Haddad disse a jornalistas, antes de participar de uma aula magna na Faculdade de Economia da Universidade de São Paulo (USP), que ainda “está analisando” o pedido de Lula para se candidatar ao governo paulista.
“Até hoje tem tido muita conversa, muito boa conversa, mas nós vamos tomar uma decisão um pouquinho mais para frente, quando houver essa reunião”, disse Haddad.
“Estou analisando os cenários, o quadro. Evidentemente, tenho as minhas preocupações com o país onde eu moro. Nós estamos sempre atentos aos riscos e às possibilidades. Mas, enfim, manifestei desde o começo do ano que não tinha a intenção de participar do pleito este ano, o presidente tem me desenhado cenários de que a minha participação é necessária e eu, evidentemente, sendo um amigo de tantos anos, não posso prescindir da opinião dele”, completou o ministro petista.
Reedição Haddad x Tarcísio
Com o atual governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) já em pré-campanha pela reeleição, aliados de Haddad têm cobrado pressa na composição dos nomes da chapa em São Paulo, palanque considerado crucial também para a eleição presidencial.
Enquanto o entorno de Lula entende que Haddad seja o melhor candidato a disputar o Palácio dos Bandeirantes contra Tarcísio, o ministro tem se mostrado reticente em topar o desafio.
Em 2022, Haddad perdeu a disputa ao governo paulista para Tarcísio no segundo turno, por 55,27% a 44,73% dos votos válidos.
Já Alckmin, que foi governador por quatro mandatos quando era do PSDB, também é citado por aliados como possível candidato em São Paulo, principalmente ao Senado, embora uma candidatura ao governo paulista também não seja descartada. A interlocutores, no entanto, o ex-governador tem afirmado que pretende concorrer novamente como vice de Lula.
Na última sexta-feira (27/3), Alckmin disse ao Metrópoles que está “na torcida” pela candidatura de Haddad ao governo paulista e que ainda não havia sido chamado para uma reunião sobre o tema.
Outros nomes que podem compor a chapa da esquerda em São Paulo são as ministras Marina Silva (Rede) e Simone Tebet (MDB), principais cotadas para a disputa ao Senado. Neste ano, cada estado elege duas vagas de senador.
