Alckmin diz que está “na torcida” por Haddad candidato a governador
O vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) deve se reunir com o presidente Lula (PT) e o ministro Fernando Haddad (PT) na próxima semana
atualizado
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O vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) disse, nesta sexta-feira (27/2), que está “na torcida” para a confirmação da candidatura do ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT), ao governo de São Paulo.
Na noite de quinta-feira (26/2), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) jantou com Haddad. Antes, eles viajaram para a Coreia do Sul e Índia. A aliados, Lula sinalizou que encaminhou o acerto com o ministro para que ele seja o candidato ao Governo de São Paulo. Haddad nega a conversa.
Na próxima semana, há previsão de uma reunião entre Lula, Haddad e Alckmin. O vice-presidente disse, em evento da Nova Indústria Brasil, programa do BNDES, que ainda não foi convidado para o encontro, mas que, se for chamado, irá participar da conversa.
“O Haddad é um ótimo candidato a tudo. Tem espírito público e capacidade de trabalho”, disse Alckmin a jornalistas após apresentar os números da indústria brasileira.
Depois do evento, nos corredores do hotel na região da Avenida Paulista, onde ocorreu o evento do BNDES, Alckmin disse que torcia para que Haddad aceitasse se candidatar ao governo.
“Estamos todos na torcida. Vamos aguardar”, disse Alckmin ao Metrópoles ao ser questionado sobre a candidatura de Haddad ao governo paulista.
Alckmin é uma peça importante para a composição da chapa petista em São Paulo. A entrada dele como candidato a vice-presidente, em 2022, é vista como fundamental para a vitória eleitoral de Lula. Com recall de três mandatos com o governador, Alckmin atraiu votos para o petista em São Paulo, maior colégio eleitoral do país.
PSB na chapa do PT
Petistas avaliam que o PSB tem de ser bem acomodado na chapa eleitoral que disputará o governo de São Paulo. Uma das principais lideranças do partido, o ministro do Empreendedorismo, Márcio França, foi importante para a composição Lula e Alckmin em 2022, cumpriu com os acordos com o PT durante o terceiro mandato de Lula e, portanto, teria prestígio para ficar em uma boa posição na nominata de 2026.
França também estava com Lula e Haddad na viagem para Índia e Coreia do Sul. Pessoas que acompanharam a viagem no avião presidencial falaram que até a ida para Seul o assunto não havia sido tratado. No entanto, havia expectativa de que a conversa ocorresse na volta para o Brasil.
