Inscreva-se no canal MetrópolesTV no YouTube
São Paulo

Governo Lula apura associação suspeita de castrar cães fantasmas em SP

Após reportagem do Metrópoles, Ministério do Meio Ambiente, do governo Lula, notificou e vai apurar programa de castrações em São Paulo

22/06/2026 13:01
Compartilhar notícia
Divulgação
Governo Lula apura associação suspeita de castrar cães fantasmas em SP

O Ministério do Meio Ambiente (MMA), do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), afirmou que irá notificar a Associação Catarinense de Gestão Hospitalar (CHC) pelos indícios de castrações de cães e gatos que não existem, revelados pelo Metrópoles.

A CHC opera o programa Castra +, que promove mutirões de castração e microchipagem com ambulatórios veterinários móveis em 17 cidades paulistas. A associação contratou clínicas investigadas pela Polícia Civil no Paraná e pela Polícia Federal (PF), no Rio de Janeiro.

O Metrópoles analisou 500 animais que teriam sido microchipados nos mutirões do “Castra +” e encontrou indícios de que os pets não existiam em 439 casos. As fichas preenchidas no momento da castração apresentavam inconsistências, como um tutor cadastrado com o nome de Samsung A14.

Em São Paulo, o programa Castra + recebeu R$ 11,7 milhões em emenda do deputado federal Bruno Lima (Podemos). Ao Metrópoles, o parlamentar disse que a habilitação e contratação da entidade é de responsabilidade do MMA.

“Minhas ações de castração junto ao Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA) tiveram início em 2025. Antes disso a CHC já era cadastrada, conveniada e executava serviços junto ao MMA”, disse Lima, que também afirmou desconhecer irregularidades ou investigações envolvendo as empresas do Castra +.

Em outro caso, um tutor registrado apenas pelo primeiro nome “Leonardo” é cadastrado como tutor da cachorra “Quiara”. No cadastro nacional, o microchip registrado está em nome de “Bolsonaro 17” e o responsável é o dono da clínica contratada para os procedimentos. A entidade disse que o problema viria de instabilidades no sistema do governo.

“Todas as falhas foram comunicadas ao Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima, com o registro exato de quando aconteceram. Em razão dessas instabilidades, alguns cadastros precisaram ser realizados depois do atendimento, por isso eventuais ausências de nome completo em parte dos registros”, afirmou a CHC, em nota.

Após a revelação do Metrópoles, o MMA disse que irá apurar o caso e notificar a entidade contratada para o convênio.

“Em razão das informações recentemente apresentadas, o MMA notificará a entidade executora para que preste esclarecimentos. Somente após a manifestação da entidade e a análise técnica das informações será possível chegar a conclusões sobre os fatos”, afirmou o Ministério em nota.

A pasta também informou que os repasses à entidade dependem da aprovação do plano de trabalho. Até o momento, a entidade recebeu R$ 5,6 milhões do orçamento do MMA, destinado por meio de emenda impositiva.

Receba no seu email as notícias de Metrópoles SP

Frequência de envio: Diário

Ver todas as newsletters