Líder de quadrilha que matou jovem na frente do pai em SP é preso
O preso atuava como articulador da quadrilha que matou Beatriz Munhos com um tiro na cabeça durante uma falsa compra de drone, em Sapopemba
atualizado
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Gabriel Ferreira da Silva foi preso nesta quinta-feira (26/2) suspeito de ser o líder articulador da quadrilha envolvida na morte de Beatriz Munhos, de 20 anos, assassinada com um tiro na cabeça na frente do pai após ser vítima de uma falsa compra de um drone, em Sapopemba, zona leste de São Paulo.
Segundo a Polícia Civil, o suspeito se passava por comprador de produtos anunciados e atraía as vítimas para serem roubadas. Além dele, um outro suspeito de integrar o grupo criminoso, Matheus Andrade da Silva, foi preso em ação da 8ª Cerco de São Paulo.
Relembre o caso
- No dia 1° de novembro de 2025, a estudante Beatriz Munhos, 20, saiu de Sorocaba, no interior do estado, e aguardava o suposto comprador de um drone na rua Pacoeira, em Sapopemba.
- Ela estava acompanhada do pai e do namorado. O trio foi abordado pelos criminosos por volta das 20h
- Durante a ação, o pai de Beatriz teve o celular roubado, e a jovem usou um spray de pimenta contra um dos suspeitos, que reagiu e fez o disparo.
- A jovem chegou a ser socorrida e levada ao Hospital Estadual de Sapopemba, mas não resistiu aos ferimentos.
- De acordo com a Secretaria da Segurança Pública (SSP), o caso é investigado pela 8ª Cerco.
Segundo a polícia, os autores envolvidos diretamente no assassinato de Beatriz Munhos foram presos na época do crime. O autor do disparo foi detido no interior da Bahia e o motorista foi capturado em São Paulo. O condutor preso tem passagem por roubo, cometido quando ainda era menor, receptação e lesão corporal, já na vida adulta.
“Levaram minha pequena”
Em um vídeo publicado no perfil da filha assassinada, Lucas Munhos, pai da vítima, deu mais detalhes sobre o crime. “Amigos, muita gente está achando que não é verdade, mas infelizmente é verdade. Poucos conhecem, eu só estou usando a rede social dela porque a única coisa que sobrou é o celularzinho dela, eles levaram o meu celular”, relatou.
“Eu estava junto. Assaltaram e deram um tiro na cabeça da minha filha. Levaram a minha pequena. A minha filha não está mais entre nós. A gente não pode deixar isso impune, senhores, não pode. O governo tem que fazer alguma coisa, a polícia já está fazendo o trabalho dela. Mas isso não pode acontecer novamente com as pessoas. Um pai, uma mãe, um namorado, um irmão não merecem passar por isso”, completou Munhos.
Beatriz foi velada e sepultada no dia 3 de novembro do ano passado, em Sorocaba, no interior paulista.













