Esquema de fraude em planos de saúde tinha até carteirinha falsa
Segundo o MPSP, a quadrilha criou 3 empresas que se passavam por credenciadas da Unimed para vender os falsos planos de saúde
atualizado
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O Ministério Público de São Paulo (MPSP) deflagrou nesta quinta-feira (26/2) uma operação contra um grupo criminoso que vendia falsos planos de saúde para pacientes, incluindo o uso de carteirinha fake. Um das cidades onde a quadrilha atuava é São José do Rio Preto, no interior paulista.
São cumpridos mandados de busca e apreensão e prisão preventiva nas cidades de São Gonçalo e Niterói, no Rio de Janeiro. Segundo a promotoria, as fraudes simulavam planos da empresa da Unimed, especialmente na unidade de São José do Rio Preto.
Os investigados abriram três empresas para a prática dos golpes. Em São José do Rio Preto e em Vitória, capital do Espírito Santo, elas tinham o mesmo nome: Seven Blue Clube de Benefícios. A terceira unidade da empresa fantasma estava localizada em São Gonçalo, sob responsabilidade de uma pessoa jurídica chamada Medial Soluções.
Essas empresas se passavam por corretoras credenciadas pela Unimed Rio Preto e, entre os anos de 2024 e 2025, comercializaram falsos planos de saúde, individuais e coletivos, enviando até carteirinhas falsas para as vítimas, que só descobriam o golpe quando precisavam de atendimento médico.
Golpe do falso plano de saúde
- A operação, chamada de Cobertura de Papel, mira uma quadrilha que vendia falsos planos de saúde, incluindo o fornecimento de carteirinhas falsas.
- O grupo criminoso criou três empresas que fingiam ser credenciadas pela Unimed para realizar as vendas dos convênios médicos. Elas estavam localizadas em três estados: São Paulo, Espírito Santo e Rio de Janeiro.
- As vítimas só descobriam que tinha caído em um golpe quando precisavam de algum atendimento médico.
- Com apoio de autoridades fluminenses, os mandados de prisão são cumpridos em duas cidades do Rio de Janeiro: São Gonçalo e Niterói.
Ainda de acordo com o Ministério Público de São Paulo, a quadrilha exigia o pagamento de uma taxa de adesão e de mensalidades. A operação conta com o apoio do Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado de São Paulo (Gaeco) e de policiais militares do Rio de Janeiro, responsáveis pelo cumprimento dos mandados.
Em nota enviada ao Metrópoles, a Unimed de Rio Preto afirmou que identificou a atuação criminosa em fevereiro do ano passado. Logo na sequência, a área de compliance da empresa foi acionada e conduziu uma investigação interna para apurar ocorrido.
A Unimed esclareceu ainda que não possui “qualquer vínculo com as empresas investigadas e ressalta que também é vítima do uso indevido de sua marca” e orientou que os clientes contratem planos de saúde apenas pelos canais oficiais ou com corretoras devidamente autorizadas.
