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São Paulo

Lei Johnny Depp: réu por agredir ex, Bove quer punir falsas denúncias

Deputado Lucas Bove propôs “Lei Johnny Depp”, que prevê sanções para pessoas condenadas por denúncias caluniosas de violência doméstica

29/07/2026 13:34
Alesp/Divulgação
Deputado estadual Lucas Bove (PL), de São Paulo - Metrópoles

Réu na Justiça de São Paulo por violência doméstica contra a ex-esposa, a influenciadora Cíntia Chagas, o deputado estadual Lucas Bove (PL) quer punir administrativamente quem fizer denúncias caluniosas de violência doméstica. Ele nega todas as denúncias feitas pela ex-companheira, que incluem perseguição, violência psicológica, violência física e ameaça.

Após as acusações, Bove acionou a Justiça contra a influenciadora por injúria e difamação. A Corte paulista aceitou a queixa-crime protocolada pelo deputado, mas acabou por absolver Cíntia Chagas das acusações.

O parlamentar encaminhou à Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp), na última quinta-feira (23/7), o Projeto de Lei nº 753/2026, que institui a “Lei Johnny Depp”. O texto propõe que pessoas condenadas, com trânsito em julgado, por denúncias caluniosas baseadas na Lei Maria da Penha, recebam punições administrativas além daquelas impostas pela Justiça.

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O deputado Lucas Bove (PL) discute com as deputadas do PSol, Mônica Seixas e Paula Nunes no plenário da Alesp durante audiência pública sobre Sabesp
Deputado estadual Lucas Bove (PL-SP)
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O ator e cantor Dado Dolabella defendeu o deputado estadual Lucas Bove (PL-SP)
Lucas Bove e Mônica Seixas
Bove defende Flávio Bolsonaro: "É corrupto, mas é cristão"
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Bove defende Flávio Bolsonaro: "É corrupto, mas é cristão"

Alesp/Divulgação
O deputado Lucas Bove (PL) discute com as deputadas do PSol, Mônica Seixas e Paula Nunes no plenário da Alesp durante audiência pública sobre Sabesp
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O deputado Lucas Bove (PL) discute com as deputadas do PSol, Mônica Seixas e Paula Nunes no plenário da Alesp durante audiência pública sobre Sabesp

Rodrigo Costa e Rodrigo Romeo/Alesp
Deputado estadual Lucas Bove (PL-SP)
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Deputado estadual Lucas Bove (PL-SP)

Fraga Alves/Especial Metrópoles
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O ator e cantor Dado Dolabella defendeu o deputado estadual Lucas Bove (PL-SP)
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O ator e cantor Dado Dolabella defendeu o deputado estadual Lucas Bove (PL-SP)

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Lucas Bove e Mônica Seixas
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Lucas Bove e Mônica Seixas

Valentina Moreira/Metrópoles
Cíntia Chagas e Lucas Bove.
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Cíntia Chagas e Lucas Bove.

Reprodução/Internet.
Bove se torna réu por descumprir medidas protetivas de Cintia Chagas
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Bove se torna réu por descumprir medidas protetivas de Cintia Chagas

Reprodução/Internet
Foto publicado pelo deputado como resposta a pedidos de cassação do mandato que chegaram à Comissão de Ética da Alesp
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Foto publicado pelo deputado como resposta a pedidos de cassação do mandato que chegaram à Comissão de Ética da Alesp

@lucasbovesp/Instagram/Reprodução
O deputado Lucas Bove foi filmado enquanto discutia com Camila Lisboa, presidente do Sindicato dos Metroviários
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O deputado Lucas Bove foi filmado enquanto discutia com Camila Lisboa, presidente do Sindicato dos Metroviários

Reprodução/Instagram

Bove quer que a pessoa condenada por calúnia fique proibida, pelo prazo de cinco anos, de receber benefícios e auxílios de programas sociais do governo estadual, de participar de concurso público do estado ou de firmar contratos com o governo de São Paulo, além de tomar posse em cargos estaduais por comissão.

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No caso de pessoa já recebedora de benefício ou auxílio, já contratada pelo governo do estado ou já em cargo comissionado, o elo com o poder público de SP deve ser cessado após a conclusão de um processo administrativo.

De acordo com a proposta, as sanções terão efeito quando a falsa acusação houver causado a instauração de inquérito policial, de procedimento investigatório criminal, de processo judicial ou de medidas protetivas de urgência. A pessoa também deve ter condenação com trânsito em julgado por denunciação caluniosa.

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Lei Johnny Depp

Ao Metrópoles, a equipe de Bove afirmou que a proposta é inspirada no Projeto de Lei nº 5.128/2025, de autoria da deputada federal Júlia Zanatta (PL) e que está em tramitação na Câmara dos Deputados. Na justificativa da proposta, a parlamentar de Santa Catarina citou a batalha judicial travada entre o ator Johnny Depp e a ex-companheira, Amber Heard, que acabou condenada por difamação após acusar o ator de violência doméstica.


Réu por agressão

  • Cíntia denunciou Bove por violência doméstica em outubro de 2024. O caso ganhou repercurssão e, após denúncia do Ministério Público paulista (MPSP), o parlamentar se tornou réu na Justiça de São Paulo.
  • Ele também se tornou alvo de medidas protetivas de urgência impetradas a favor da ex-esposa, que teriam sido descumpridas, colocando Bove como réu em um novo processo judicial.
  • A defesa do deputado “nega veemente todas as infundadas acusações formuladas por Cíntia Maria Chagas”.
  • Os advogados de Bove reforçam que ele “nunca praticou qualquer ilicitude, nunca a ameaçou ou a agrediu, esclarecendo que recebeu com enorme surpresa o recebimento da denúncia, diante da precariedade do coligido na investigação e que a desmente”.
  • Bove também foi alvo de pedidos de cassação e suspensão de mandato na Alesp. As ações foram arquivadas pela Comissão de Ética da Casa.
  • Cíntia foi acusada pelo ex-marido de difamação e injúria após as denúncias de agressão, mas acabou absolvida pela Justiça.

“É em reconhecimento a esse debate que se propõe denominar a presente lei ‘Lei Johnny Depp’. O nome não homenageia o indivíduo: identifica o problema, a do inocente cuja vida é destruída por uma acusação que o Judiciário, ao final, reconhece falsa”, afirmou Bove no projeto de lei.

O projeto de autoria de Bove ainda não foi votado na Casa Legislativa de São Paulo.