Justiça solta major da PM suspeito de tentar matar esposa em SP

Justiça de São Paulo (TJSP) decidiu soltar major aposentado, Ricardo Azevedo da Silva, mediante medidas cautelares

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Redes sociais/Divulgação.
Foto colorida do major Ricardo Silva, preso por acusação de agredir com mordidas e tentar estrangular a esposa, em Santo André, região metropolitana de São Paulo.
1 de 1 Foto colorida do major Ricardo Silva, preso por acusação de agredir com mordidas e tentar estrangular a esposa, em Santo André, região metropolitana de São Paulo. - Foto: Redes sociais/Divulgação.

O Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP) decidiu soltar o major aposentado da Polícia Militar, Ricardo Azevedo da Silva, preso por suspeita de agredir a esposa com mordidas e tentar estrangulá-la, em Santo André, região metropolitana de São Paulo.

O major Ricardo Silva, como era conhecido, foi preso no último sábado (28/3) por acusação aos crimes de violência doméstica, lesão corporal, injúria, ameaça e desacato.

A decisão de colocá-lo em liberdade foi dada durante audiência de custódia, realizada no domingo (29/3), mediante o cumprimento de medidas cautelares e protetivas.

Segundo o TJSP, o major deve comparecer mensalmente em juízo e cumprir uma série de exigências impostas pelo juiz.

“Proibição de ausentar-se da comarca por período superior a 8 dias sem antes informar o Juízo, devendo, ainda, informar o novo endereço da residência, diante da determinação de afastamento do lar; proibição de se aproximar e de manter contato com a vítima e de seus familiares, permanecendo à distância mínima de 100 metros em relação a ela; proibição de frequentar lugares comuns, a fim de preservar a integridade física e psicológica da ofendida; afastamento do lar comum”, diz a nota enviada.

“Quase Morri”

Conforme informou o Metrópoles, a esposa do major deu detalhes sobre as agressões que teria sofrido do companheiro e os momentos de desespero enquanto tentava se esconder no banheiro da casa em que moravam.

Em mensagens enviadas a uma página de notícias do ABC, a mulher diz que o policial militar tentou estrangulá-la e deu mordidas em seu rosto. Segundo ela, o episódio ocorreu na frente da filha de 13 anos, que ajudou a apartar as agressões.

“Não só tentou me estrangular, mordeu minha bochecha e, se não fosse minha filha, talvez tivesse acontecido o pior”, disse a esposa do major à página Viva ABC.

Ela seguiu: “Quase morri estrangulada, e preciso saber como funciona para prisão em flagrante. Ele é bem conhecido na cidade de Santo André. É major da polícia. Porém preciso de uma ação rápida para não acontecer o pior comigo e com minha filha”, afirmou em outra mensagem.

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