Justiça nega habeas corpus a jornalista que Zambelli perseguiu armada
Luan Araújo foi condenado por difamação após texto sobre Carla Zambelli. Ele havia se desentendido com a deputada, que o perseguiu armada

São Paulo — A Justiça paulista negou pedido de habeas corpus feito pelo jornalista Luan Araújo, condenado por difamação contra a deputada federal Carla Zambelli (PL-SP). Após se desentender com a parlamentar, que o perseguiu com uma arma, o jornalista publicou um artigo sobre o episódio.
No texto, Luan afirmou que Zambelli “segue com uma seita de doentes de extrema-direita, que a segue incondicionalmente e segue [sic] cometendo atrocidades atrás de atrocidades”. Além disso, o jornalista disse que a deputada faz parte de “uma extrema-direita mesquinha, maldosa e que é mercadora da morte”.
Por causa do artigo, Luan foi condenado a oito meses de detenção em regime aberto por difamação, mas a punição foi substituída pela prestação de serviços comunitários pelo mesmo período.
No pedido de habeas corpus, a defesa do jornalista alegou que “as referidas falas devem ser encaradas como um direito de opinião que a própria Constituição Federal garante ao cidadão bem como aos profissionais da imprensa”.
Entre no canal de WhatsApp do Metrópoles SPO pedido foi negado por desembargadores da 13ª Câmara de Direito Criminal do Tribunal de Justiça de São Paulo, em decisão tomada no último dia 17 de outubro. Segundo o magistrado, o jornalista não pagou as taxas devidas para a apresentação do recurso no prazo previsto em lei.

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Ver todasO Supremo Tribunal Federal (STF) abriu uma ação penal após denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR) contra Zambelli por ter perseguido Luan em uma rua na zona oeste da capital paulista. A deputada virou ré e responde por porte ilegal de arma de fogo e constrangimento ilegal. Ela alega ter sido empurrada.











