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São Paulo

MC Ryan SP segue detido na PF após audiência de custódia

Além do cantor, outros alvos da Operação Narcofluxo, como MC Poze do Rodo, o dono da Choquei e outros 29 também continuam detidos

16/04/2026 17:03, atualizado 16/04/2026 20:34
Reprodução
MC Ryan SP

A Justiça decidiu manter MC Ryan SP detido na sede da Polícia Federal (PF) em São Paulo após a audiência de custódia realizada na tarde desta quinta-feira (16/4).

Segundo a defesa do cantor, o juiz definiu um prazo de 24h para que ao Ministério Público Federal (MPF) dê um parecer sobre as sustentações defensivas apresentadas. Após esse período, o juiz decidirá sobre a necessidade de manutenção da prisão ou possibilidade da liberdade.

Além do cantor, outros alvos da Operação Narcofluxo, como MC Poze do Rodo, Raphael Sousa Oliveira — dono da página Choquei — e outros 29 também foram mantidos detidos.

Metrópoles entrou em contato com a defesa de Ryan. A equipe afirmou que “ressalta-se a absoluta integridade de MC Ryan, bem como a lisura de todas as suas transações financeiras. Todos os valores que transitam por suas contas possuem origem devidamente comprovada, sendo submetidos a rigoroso controle e ao regular recolhimento de tributos, o que sempre foi observado de maneira contínua e responsável”. A defesa ainda afirmou confiar que os esclarecimentos que serão prestados demonstrarão a verdade dos fatos.

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A operação da Polícia Federal (PF) foi deflagrada na manhã da quarta-feira (15/4), após meses de investigação sobre um esquema bilionário de lavagem de dinheiro, com movimentação superior a R$ 1,6 bilhão tanto no Brasil quanto no exterior.

Segundo os investigadores, o grupo utilizava uma estrutura sofisticada para ocultar a origem dos recursos. O dinheiro circulava por meio de empresas, pessoas interpostas e operações financeiras de alto valor, dificultando o rastreamento.

MC Ryan era líder do esquema

Ainda de acordo com a PF, Ryan foi identificado como líder e principal beneficiário econômico da operação. Ele teria utilizado empresas ligadas à produção musical e ao entretenimento para misturar dinheiro lícito com recursos provenientes de apostas ilegais e rifas digitais.

Além disso, ele teria tentado blindar o patrimônio ao transferir participações societárias nessas empresas a familiares e outras pessoas, a fim de criar distância entre seu nome e o dinheiro de origem ilícita.

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Depois, o dinheiro era lavado por meio do uso desse mesmo dinheiro para a compra de imóveis, veículos de lixo, joias e outros ativos de alto valor.

As autoridades também citam um vínculo estrutural do esquema com o Primeiro Comando da Capital (PCC).


Entenda a operação

  • Segundo a PF, mais de 200 policiais federais participam da operação e cumpriram 45 mandados de busca e apreensão e 39 de prisão temporária, expedidos pelo Roberto Lemos dos Santos Filho, da 5ª Vara Federal de Santos.
  • De acordo com a PF, a ação acontece nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Pernambuco, Espírito Santo, Maranhão, Santa Catarina, Paraná e Goiás, e no Distrito Federal.
  • A PF acredita que o volume financeiro pelo grupo criminoso ultrapassa R$ 260 bilhões. Além de armas, carrões e dinheiro em espécie, a corporação apreendeu documentos e equipamentos eletrônicos que ajudarão na investigação.
  • Entre os presos na operação desta quarta, estão os funkeiros MC Ryan SP, MC Poze do Rodo e Raphael Sousa, dono da página Choquei.
  • A Justiça determinou o bloqueio de até R$ 2,2 bilhões em bens de Ryan.
  • O bloqueio foi imposto a 77 alvos da PF, entre empresas e pessoas físicas.
  • De acordo com a decisão judicial, o valor estimado para o bloqueio foi calculado com base no lucro estimado com os crimes que teriam sido praticados: “tráfico internacional de mais de três toneladas de cocaína, somado ao fluxo financeiro identificado nos relatórios de inteligência financeira encaminhados pelo Coaf“.
  • Também foram determinadas medidas de constrição patrimonial, incluindo o sequestro de bens e a imposição de restrições societárias, com o objetivo de interromper as atividades ilícitas e preservar ativos para eventual ressarcimento.
  • As investigações continuam e os alvos podem responder pelos crimes de associação criminosa, lavagem de dinheiro e evasão de divisas.