Empresa ligada a MC Ryan recebeu R$ 2,3 milhões de prefeituras

Empresa ligada a produtor investigado na Operação Narco Fluxo firmou dezenas de contratos com prefeituras nos últimos anos

atualizado

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Rodrigo GR6 e MC Ryan - Metrópoles
1 de 1 Rodrigo GR6 e MC Ryan - Metrópoles - Foto: Reprodução

Alvo de mandado de prisão temporária na Operação Narco Fluxo, o empresário Rodrigo Inácio de Lima Oliveira, dono da produtora GR6 Eventos e empresário de MC Ryan, está no centro de uma rede que também movimentou dinheiro público.

Levantamento realizado pelo Metrópoles mostra que a Fundação do Funk — empresa que representa MC Ryan e tem ligações diretas com a GR6, de propriedade de Rodrigo — recebeu cerca de R$ 2,3 milhões em contratos com prefeituras de São Paulo, Bahia e Paraná desde 2024, principalmente para a realização de shows.

A conexão entre as empresas aparece em documentos oficiais. Em contratos com o poder público, a Fundação do Funk utiliza um e-mail com domínio da GR6.

A relação também se repete fora do papel. Um dos sócios da Fundação publica registros frequentes ao lado de Rodrigo nas redes sociais e afirma trabalhar com o empresário. Em uma das publicações, o responsável pela Fundação do Funk chega a chamar Rodrigo de “nosso presidente”.

Rodrigo está entre os alvos da operação deflagrada nesta quarta-feira (15/4), que apura a atuação de uma organização criminosa suspeita de movimentar mais de R$ 1,6 bilhão. Segundo a Polícia Federal, o grupo usava a indústria musical e o ambiente digital para lavar dinheiro de atividades ilícitas, como tráfico de drogas e jogos ilegais.

Os contratos firmados com prefeituras dizem respeito à contratação de artistas de funk para eventos públicos. Até o momento, não há indicação de irregularidades nessas contratações.

Andre Morissey e Rodrigo Oliveira - Metrópoles
Investigado pela PF, Rodrigo aparece em vários registros publicados pelo responsável pela Fundação do Funk, empresa que representa MC Ryan e vários outros funkeiros. O sócio da Fundação chega a se referir a Rodrigo como presidente. Foi a Fundação do Funk que fechou uma série de contratos com prefeituras entre 2024 e 2026

 

Segundo a Polícia Federal, o grupo investigado utilizava o setor de entretenimento e a indústria musical para ocultar recursos provenientes do tráfico de drogas, apostas ilegais e rifas digitais. Esses valores eram misturados a receitas lícitas, como cachês de shows contratados por prefeituras, dificultando o rastreamento do dinheiro.

Só um dos nomes citados na investigação é objeto de contrato firmado com prefeituras: Trata-se de MC Ryan. Ele recebeu R$ 225 mil para se apresentar em dois eventos organizados por prefeituras de São Paulo.

Além da operação Narco Fluxo, Rodrigo Oliveira também já foi investigado por suposto elo com o Primeiro Comando da Capital. 

O que diz a defesa de Rodrigo Oliveira

Em nota, a defensa de Rodrigo Oliveira afirma que todas as transações investigadas são lícitas. “Rodrigo Inácio de Lima Oliveira, empresário e sócio da GR6, a maior produtora de música urbana da América Latina, esclarece que, no âmbito da Operação Narco Fluxo, os valores e transações financeiras mencionados referem-se a relações comerciais lícitas e regulares, inerentes à atividade empresarial da companhia, todas devidamente formalizadas e respaldadas por contratos e documentação fiscal.

A GR6 e seu sócio reiteram que não houve a prática de qualquer ato ilícito e seguem à disposição das autoridades competentes, colaborando integralmente com a investigação e prestando os esclarecimentos necessários.

Rodrigo Oliveira e a GR6 reafirmam, ainda, seu compromisso com a legalidade, a transparência e a condução ética e responsável de suas atividades. José Luis Oliveira Lima e Bruno Dallari Oliveira Lima”.

O Metrópoles entrou em contato com a Fundação do Funk para questionar o papel de Rodrigo na empresa e sua ligação com a GR6, mas não obteve retorno até a publicação desta reportagem. 

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