
Mirelle PinheiroColunas

Presos pela PF, MC Ryan e Chrys Dias têm contas no Instagram derrubadas
Ambos foram alvos, nessa quarta (16/4), da operação Narco Fluxo da PF. O MC Poze do Rodo também foi preso, mas sua conta continua ativa
atualizado
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Após terem sido presos pela Polícia Federal (PF) durante a Operação Narco Fluxo, nessa quarta-feira (15/4), o funkeiro MC Ryan SP e o influenciador digital Chrys Dias tiveram seus perfis no Instagram retirados do ar.
MC Ryan acumulava mais de 16 milhões de seguidores nas redes sociais, enquanto Chrys Dias reunia cerca de 14,7 milhões. Ambos publicavam conteúdo de ostentação, exibindo frequentemente um estilo de vida luxuoso, além de expor registros ao lado das esposas e dos filhos.
Além deles, o cantor Marlon Brendon Coelho Couto da Silva, conhecido como MC Poze do Rodo, e Raphael Souza, criador da página “Choquei”, também foram presos. As contas desses, no entanto, permanecem no ar.
À coluna, a defesa do influenciador e de Débora Paixão, esposa dele, que também foi detida na operação, afirmou que o processo corre sob segredo de justiça e as manifestações ocorrerão apenas nos autos e que “repudia vazamentos de imagens que violaram a privacidade da família e a presunção de inocência, reiterando a confiança na Justiça.”
Audiências de custódia
MC Ryan passará por audiência de custódia na tarde desta quinta-feira (16/4). Ele está preso temporariamente na sede da Polícia Federal (PF), em São Paulo.
MC Poze do Rodo tem audiência marcada para esta quinta-feira (16/4), às 11h. Ele foi levado para o Presídio José Frederico Marques, em Benfica, na zona norte do Rio de Janeiro (RJ) ainda na tarde dessa quarta (15).
A Narco Fluxo
A ação policial deflagrada pela PF nessa quarta-feira (15) mirou uma associação criminosa suspeita de ocultar e dissimular recursos por meio de empresas, terceiros e transações com criptoativos.
A investigação da PF apura um esquema de lavagem de dinheiro com movimentações superiores a R$ 1,6 bilhão, incluindo operações no exterior.
Segundo a corporação, o grupo utilizava mecanismos sofisticados para ocultar valores, como movimentações financeiras de alto valor, transporte de dinheiro em espécie e uso de criptoativos.
Mais de 200 policiais federais participaram da operação, que cumpriu 45 mandados de busca e apreensão e 33 mandados de prisão temporária.
As ordens judiciais foram expedidas pela 5ª Vara Federal de Santos (SP) e cumpridas em diversas unidades da Federação, incluindo São Paulo, Rio de Janeiro, Pernambuco, Espírito Santo, Maranhão, Santa Catarina, Paraná, Goiás e Distrito Federal.
Os investigados podem responder por lavagem de dinheiro, associação criminosa e evasão de divisas.
