Mirelle Pinheiro

Advogado de ex-presidente do BRB diz que prisão ocorreu “sem constrangimento”

Cléber Lopes disse ainda que a defesa considera a prisão “absolutamente desnecessária” neste momento

atualizado

metropoles.com

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Cleber lopes
1 de 1 Cleber lopes - Foto: Michael Melo/Metrópoles

O advogado Cléber Lopes, que representa o ex-presidente do Banco de Brasília (BRB) Paulo Henrique Costa, afirmou que a prisão do cliente ocorreu “dentro da normalidade” e sem qualquer tipo de constrangimento durante o cumprimento do mandado pela Polícia Federal (PF).

Segundo ele, Costa foi detido em casa, no Noroeste (DF), por decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça, no âmbito da nova fase da Operação Compliance Zero, deflagrada nesta quinta-feira (16/4).

“Os agentes estão fazendo a diligência como manda a lei, dentro da normalidade, sem nenhum constrangimento”, afirmou o advogado.

Cléber Lopes disse ainda que a defesa considera a prisão “absolutamente desnecessária” neste momento. De acordo com ele, Paulo Henrique Costa não representa risco à investigação nem à aplicação da lei penal.

“Ele está em liberdade desde a primeira fase da operação. Não há notícia de que tenha praticado qualquer ato que possa interferir na instrução criminal”, declarou.

O advogado afirmou que a defesa ainda não teve acesso completo aos autos e que irá analisar os fundamentos da decisão antes de adotar medidas judiciais.

Costa foi levado à Superintendência da Polícia Federal, onde passará por exame de corpo de delito, procedimento padrão nesses casos. Em seguida, caberá às autoridades definir onde ele ficará custodiado.

Nova fase da operação

A prisão ocorre na quarta fase da Operação Compliance Zero, que investiga um suposto esquema de lavagem de dinheiro e pagamento de vantagens indevidas envolvendo o Banco Master e agentes públicos.

Segundo a Polícia Federal, há indícios de que o ex-presidente do BRB teria recebido imóveis de alto padrão como forma de propina em negociações envolvendo a instituição financeira.

As investigações apontam que os bens, localizados em São Paulo e em Brasília, somariam cerca de R$ 140 milhões. A suspeita é de que os imóveis tenham sido usados para ocultar a transferência de valores.

Também foi preso o advogado Daniel Monteiro, apontado como responsável por estruturar a operação financeira que teria viabilizado o repasse dos imóveis por meio de empresas de fachada e mecanismos para dificultar o rastreamento.

De acordo com a PF, o esquema teria relação com negociações entre o BRB e o Banco Master, que incluíram a aquisição de ativos considerados irregulares ou sem lastro.

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