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São Paulo

Justiça mantém pregão eletrônico para compra de câmeras em São Paulo

Pregão eletrônico para compra de câmeras ocorre na segunda, depois que pedido de suspensão feito pela Defensoria foi negado pela Justiça

26/05/2023 19:00, atualizado 26/05/2023 19:01
Peter Cade/Getty
Imagem colorida de câmeras de reconhecimento facial

São Paulo — A 3ª Vara da Fazenda Pública decidiu manter a realização do pregão eletrônico que prevê a compra de 20 mil câmeras para o sistema Smart Sampa, da Prefeitura de São Paulo. O certame, que estava previsto para ser realizado nesta sexta-feira (26/5), deverá ocorrer somente na segunda (29).

A decisão ocorreu depois que a Defensoria Pública e outras entidades pediram a suspensão e anulação do pregão eletrônico. Entre outras coisas, os órgãos apontam que os recursos de reconhecimento facial representam riscos para direitos fundamentais dos cidadãos e cidadãs, como à igualdade, à liberdade, à intimidade, à privacidade e à presunção de inocência.

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“É incontroverso que se trata de objeto complexo, polêmico e, portanto, inadequado à celeridade e à simplicidade afetos à modalidade do pregão, fazendo jus a modalidade licitatória que franqueie maior tempo para o amplo debate do tema pela sociedade e pelas instituições do Estado e para que mais licitantes tenham a possibilidade formular propostas aptas, idôneas, competitivas e compatíveis com a complexidade da chamada pública”, diz a ação.

A ação civil pública foi proposta pelo núcleos especializados de Cidadania e Direitos Humanos e de Diversidade e Igualdade Racial da Defensoria, em parceria com outras entidades.

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Questionada nesta sexta, a Defensoria disse que deverá recorrer novamente.

“Tendo em vista que a decisão não enfrentou o mérito dos pedidos liminares formulados na ação civil pública, dentre os quais a ilegalidade da modalidade do pregão para licitar tema de tamanha complexidade, a Defensoria Pública, em conjunto com demais organizações peticionárias, estuda a propositura de recurso da decisão”, afirmou, em nota.