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São Paulo

Justiça inocenta 4 PMs e 3 guardas acusados de executar universitário

Os sete agentes foram denunciados por homicídio e fraude processual após investigação indicar que eles haviam forjado uma troca de tiros

Rebeca Ligabue16/10/2025 14:35
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Rede social/Reprodução
Júlio Espinoza, universitário executados por PMs e GCMs - Metrópoles

A Justiça absolveu, neste mês, quatro policiais militares (PMs) de São Paulo e três guardas civis municipais de São Caetano do Sul, na região metropolitana, acusados de matar o estudante Júlio César Espinoza (foto em destaque), em 2016, na capital paulista.

Os sete agentes foram denunciados por homicídio e fraude processual. Segundo apuração do Ministério Público de São Paulo (MPSP), os denunciados alegaram que houve uma troca de tiros com o universitário e chegaram a “plantar” um revólver calibre 38 no carro dele.

No entanto, o juiz Bruno Ronchetti, da 1ª Vara do Júri, entendeu que houve “ausência de elementos suficientes e idôneos” a indicar que os acusados teriam forjado o encontro da arma.

Na decisão, proferida em 8 de outubro deste ano e obtida pelo Metrópoles, o magistrado inocentou todos os policiais e guardas. São eles: Amanda Grazielle Dias Nunes, Eduardo Correa Barbosa, Júlio César de Carvalho, Vinicius Mendes Caramori, André Raul da Silva, Alexandre Adorno e Sérgio Francisco da Cunha.

“A atuação dos agentes do Estado, em estrito cumprimento de seu dever legal, foi uma reação proporcional à ameaça atual que lhes era apresentada. Em consequência, não obstante os documentos amealhados no inquérito policial tenham bastado para amparar o recebimento da denúncia em face dos acusados, é certo que, posteriormente, em juízo, após a instrução do feito, foi possível melhor analisar os fatos e concluir que os réus agiram sob o manto da legítima defesa, a fim de repelir injusta agressão perpetrada pela vítima”, apontou o juiz.


Entenda o caso do universitário executado

  • Júlio César Alves Espinoza morreu em junho de 2016, aos 24 anos, após ser baleado na cabeça.
  • O carro dirigido por ele foi atingido por 16 tiros durante uma perseguição policial na madrugada de 27 de junho daquele ano, na Vila Independência, na zona leste de São Paulo.
  • O jovem chegou a ser levado ao Hospital Estadual da Vila Alpina, em estado grave.
  • O estudante teve morte cerebral devido à bala ficar alojada na cabeça.

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