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São Paulo

Justiça condena homem a 26 anos de prisão por tentar matar filha bebê

A criança foi socorrida após um choque do cérebro com a caixa craniana. O homem, pai da vítima, admite ter consumido drogas no dia dos fatos

01/07/2025 11:54
Reprodução/TJSP
Imagem colorida de uma estátua cinza segurando o pêndulo da Justiça divulgada pelo TJSP sobre o caso do homem que agrediu a filha bebê - Metrópoles

Um homem foi condenado a 26 anos e 8 meses de prisão, em regime inicial fechado, acusado de agredir e tentar matar a filha de quatro meses, em Descalvado, no interior de São Paulo.

Segundo o Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo (TJSP), a bebê deu entrada no hospital com sinais da Síndrome do Bebê Sacudido, quando a criança é chacoalhada violentamente, provocando choque do cérebro com a caixa craniana. O réu admitiu ter feito uso de drogas no dia do ocorrido.

A decisão foi tomada pela 8ª Câmara de Direito Criminal do TJSP, que manteve o júri realizado na Comarca de Descalvado. Na ocasião, o homem havia sido condenado por tentativa de homicídio após agredir a filha de quatro meses.

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De acordo com os autos, a menina deu entrada no hospital com graves lesões, sendo constatada a Síndrome do Bebê Sacudido, que ocorre quando a criança é chacoalhada violentamente, provocando um choque do cérebro com a caixa craniana. Por conta de uma demora no socorro, o quadro dela se agravou e a vítima perdeu a visão.

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Homem admitiu uso de drogas

Questionado pelo juízo, o réu admitiu ter consumido drogas no dia do ocorrido, mas negou as agressões. Ele conta que as lesões decorreram de um acidente durante o banho da filha – tese já descartada pelos médicos.

O relator do recurso, desembargador Marco Antônio Cogan, salientou que a decisão dos jurados não foi contrária às provas e reiterou a gravidade da conduta. Ele completou dizendo que a bebê correu sério risco de vida e que sua sobrevivência é considerada um milagre pelos profissionais de saúde.

“A ofendida correu grande risco de vida, tendo permanecido em coma e entubada por dias, tanto que sua sobrevivência foi considerada como ‘sorte’ ou ‘milagre’ pelos médicos”, concluiu o magistrado.