Justiça por Gisele: familiares organizam manifestação após morte de PM

O protesto acontecerá neste sábado (28/2), em frente à Corregedoria da Polícia Militar, no centro de São Paulo

atualizado

metropoles.com

Compartilhar notícia

Imagem cedida ao Metrópoles
Imagem colorida de um poster com a foto da PM morta - Metrópoles
1 de 1 Imagem colorida de um poster com a foto da PM morta - Metrópoles - Foto: Imagem cedida ao Metrópoles

Familiares e amigos da policial militar (PM) Gisele Alves Santana, encontrada morta no apartamento em que morava, no Brás, centro de São Paulo, organizam uma manifestação para este sábado (28/2), em frente à Corregedoria da Polícia Militar, também no centro.

O ato acontecerá na Rua Alfredo Maia, 52, no bairro da Luz, a partir das 9h da manhã. Em comunicado, os organizadores pedem a presença do público : “Vamos transformar luto em Justiça”.

Imagem colorida de um poster com a foto da PM morta - Metrópoles

Ao Metrópoles, uma amiga da policial esclareceu que a manifestação será um ato pacífico, “uma forma de transformar a dor em coragem para pedir justiça em nome da Gisele”.

“Nós vamos em nome da paz, da esperança e, acima de tudo, da verdade. Nós desejamos que a justiça seja feita, que os fatos sejam apurados com seriedade, dignidade e respeito. Todas nós, mulheres, merecemos esse respeito que a Gisele não teve”, pontuou.

PM foi encontrada morta com tiro na cabeça

  • A mulher foi encontrada morta com um disparo na cabeça, no dia 18 de fevereiro, no imóvel onde vivia com o marido, o tenente-coronel da PM Geraldo Leite Rosa Neto, de 53 anos.
  • Inicialmente, a morte foi tratada como um suicídio consumado.
  • Após a investigação revelar indícios suspeitos, contudo, o caso passou a ser tratado como morte suspeita. Um dos indícios é que a arma usada no suposto suicídio pertence ao companheiro da vítima.
  • Em depoimento à Polícia Civil, a mãe de Gisele, Marinalva Vieira, também disse que a filha vivia uma relação abusiva com Geraldo Neto.
  • Cinco dias antes da morte, a policial teria ligado para os pais chorando muito, falando que não estava mais aguentando a pressão e pediu para o pai buscá-la em casa.
  • Ainda de acordo com a mãe de Gisele, a filha era proibida de usar batom, perfume e andar de salto alto.
  • Em outra ocasião, a policial também teria tentado se separar do tenente-coronel, o que gerou pânico no homem, que, segundo Marinalva, enviou para a vítima uma foto com uma arma apontada para a própria cabeça.
  • O pai tentou ir até o local para auxiliar a filha, mas ela teria mudado de ideia e afirmado que ainda estava conversando sobre o término.

O marido também foi ouvido e a polícia aguarda a chegada de exames e laudos periciais para determinar se houve um crime violento ou não. Quando procurada pela reportagem, a Secretaria da Segurança Pública (SSP) informou que o caso havia sido classificado como suicídio e, por isso, não divulgou mais informações.

Quem era Gisele

De acordo com familiares e amigos de Gisele, ela tinha uma filha, havia conseguido recentemente uma promoção no trabalho e era apontada como uma amiga presente.

A mulher trabalhava desde os 17 anos, idade em que obteve um emprego como caixa em um supermercado, na zona leste. A policial foi criada e sempre morou na região do Jardim Romano, antes de se mudar com o marido para o centro da capital paulista.

Justiça por Gisele: familiares organizam manifestação após morte de PM - destaque galeria
8 imagens
Gisele Alves Santana tinha 32 anos
Gisele Alves Santana tinha 32 anos
Caso foi tratado inicialmente como suicídio e, depois, alterado para morte suspeita
Gisele morreu no imóvel onde vivia com marido, no Brás, no centro de São Paulo
Soldado da Polícia Militar, Gisele Alves Santana foi encontrada morta
Gisele Alves Santana e o marido, o tenente-coronel da PM Geraldo Leite Rosa Neto, de 53 anos
1 de 8

Gisele Alves Santana e o marido, o tenente-coronel da PM Geraldo Leite Rosa Neto, de 53 anos

Instagram/Reprodução
Gisele Alves Santana tinha 32 anos
2 de 8

Gisele Alves Santana tinha 32 anos

Instagram/Reprodução
Gisele Alves Santana tinha 32 anos
3 de 8

Gisele Alves Santana tinha 32 anos

Instagram/Reprodução
Caso foi tratado inicialmente como suicídio e, depois, alterado para morte suspeita
4 de 8

Caso foi tratado inicialmente como suicídio e, depois, alterado para morte suspeita

Instagram/Reprodução
Gisele morreu no imóvel onde vivia com marido, no Brás, no centro de São Paulo
5 de 8

Gisele morreu no imóvel onde vivia com marido, no Brás, no centro de São Paulo

Instagram/Reprodução
Soldado da Polícia Militar, Gisele Alves Santana foi encontrada morta
6 de 8

Soldado da Polícia Militar, Gisele Alves Santana foi encontrada morta

Instagram/Reprodução
Gisele Alves Santana foi encontrada morta em um apartamento no Brás
7 de 8

Gisele Alves Santana foi encontrada morta em um apartamento no Brás

Instagram/Reprodução
Gisele teria tentado se separar do tenente-coronel, mas estava em uma relação considerada abusiva por familiares
8 de 8

Gisele teria tentado se separar do tenente-coronel, mas estava em uma relação considerada abusiva por familiares

Instagram/Reprodução

Em entrevista ao Metrópoles, uma amiga da vítima contou que a policial sempre quis ter o próprio dinheiro e decidiu entrar para a corporação. A colega define Gisele como “centrada e determinada”.

Antes de morrer, a mulher estava feliz em poder ganhar mais e ter melhor qualidade de vida. Segundo pessoas próximas, ela “fazia o possível e o impossível” para cuidar da filha.

Quais assuntos você deseja receber?

Ícone de sino para notificações

Parece que seu browser não está permitindo notificações. Siga os passos a baixo para habilitá-las:

1.

Ícone de ajustes do navegador

Mais opções no Google Chrome

2.

Ícone de configurações

Configurações

3.

Configurações do site

4.

Ícone de sino para notificações

Notificações

5.

Ícone de alternância ligado para notificações

Os sites podem pedir para enviar notificações

metropoles.comSão Paulo

Você quer ficar por dentro das notícias de São Paulo e receber notificações em tempo real?