Justiça marca júri de empresário que matou esposa em briga por futebol
Leonardo Ceschini, empresário corinthiano acusado de matar a esposa palmeirense Érica Ceschini, será julgado pelo Tribunal do Júri
atualizado
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O júri popular de Leonardo Souza Ceschini, empresário corinthiano acusado de matar a esposa palmeirense Érica Fernandes Alves Ceschini após uma briga por causa de futebol, foi marcado para o dia 31 de agosto, no Fórum Criminal da Barra Funda, na zona oeste de São Paulo.
Leonardo vai responder por homicídio triplamente qualificado. No dia 31 de janeiro de 2021, o casal teria discutido após a final da Copa Libertadores, em que o Palmeiras venceu o Santos.
O corinthiano confessou ter matado a esposa e disse que fez isso para “se defender”. Érica foi morta com oito facadas na frente dos filhos gêmeos do casal, que tinham 2 anos de idade na época.
O empresário relatou que os dois tinham “desavenças devido a cada um ser torcedor de time de futebol diferente” e que atacou a vítima com “vários golpes que causaram a morte dela”. O Ministério Público de São Paulo (MPSP) denunciou Leonardo em julho de 2021. Naquele mês, a Justiça aceitou a denúncia contra o acusado, tornando-o réu.
Ao longo do processo, a defesa de Leonardo alegou que o crime foi cometido em legítima defesa, uma vez que ele também havia sofrido ferimentos de faca, o que exigiu internação e procedimento cirúrgico.
Após decisões do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP), os advogados do empresário recorreram ao Superior Tribunal de Justiça (STJ). A partir daí, a Procuradoria-Geral da República (PGR) entrou no caso e defendeu que Leonardo fosse submetido a julgamento pelo Tribunal do Júri. Ele responde em liberdade.










