Investigador foi filmado junto com acusado de tramar morte de promotor. Veja vídeo
Ministério Público de São Paulo suspeita que informações privilegiadas tenham sido repassadas às vésperas de operação contra atentado
atualizado
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Vídeos obtidos pelo Metrópoles mostram o encontro entre o ex-chefe de investigadores da Polícia Civil de Campinas, Maurício Aparecido de Oliveira, com o empresário José Ricardo Ramos, acusado de planejar a morte do promotor Amauri Silveira Filho, do Ministério Público de São Paulo (MPSP). O oficial foi preso nesta terça-feira (9/6). Um ex-estagiário do MPSP e um policial penal também foram presos, suspeitos de serem infiltrados do Primeiro Comando da Capital (PCC).
As imagens mostram Maurício Aparecido sentado com José Ricardo em frente a uma barbearia. A suspeita é de que o ex-investigador da Delegacia de Investigação Sobre Entorpecentes (Dise) tenha repassado informações privilegiadas e sensíveis ao criminoso.
O encontro ocorreu dias antes da Operação Pronta Resposta, realizada em agosto de 2025. José Ricardo Ramos foi preso durante a operação, que acabou frustrando o suposto plano de assassinato do promotor de Justiça.
Infiltrados do PCC
- O ex-chefe de investigadores da Polícia Civil, o policial penal e o ex-estagiário do MPSP foram presos temporariamente na manhã desta terça-feira (9/6).
- Segundo as investigações, os suspeitos estariam envolvidos em um plano para matar um promotor do Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco), do MP, e em um esquema de extorsão de investigados.
- O então estagiário teria, meses antes, propositadamente se infiltrado em uma das Promotorias de Justiça Criminais de Campinas para fins criminosos.
- Com o uso dos bancos de dados e sistemas de pesquisa e o auxílio de outros agentes públicos, o estagiário teria conseguido identificar criminosos de alto poder econômico e, então, direcionado esforços para extorquir dinheiro em troca de suposta proteção nas investigações.
Além dos três mandados de prisão temporária, outros 10 de busca e apreensão foram cumpridos nas cidades de Campinas e Cardoso, no interior do estado.
Policial Penal
O Gaeco não especificou qual era a função do policial penal no esquema, mas destacou que, entre os alvos, ele também utilizava do cargo para benefício ilegal. A Corregedoria da Polícia Penal formalizou a prisão no município de Cardoso, interior da capital paulista.
Além das corregedorias das polícias Civil e Penal, a operação desta terça-feira contou com o apoio da Comissão de Prerrogativas da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), em função de envolver buscas em um escritório de advocacia.