Quem é o influenciador envolvido na confusão em marcha contra Tarcísio
Influenciador estava acompanhado de seguranças em discussão com manifestantes que terminou em troca de socos e intervenção da PM
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O influenciador e empresário Robson Calabianqui, conhecido nas redes sociais como Fuinhar, se envolveu em uma briga durante a marcha de estudantes das universidades estaduais de São Paulo em protesto contra o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos), realizada nesta quarta-feira (20/5), na capital paulista.
Fuinhar tem mais de 1 milhão de seguidores nas redes sociais e também já tentou carreira política: em 2022, foi candidato a deputado federal por São Paulo, mas não foi eleito.
A confusão aconteceu durante o ato que reuniu estudantes da Universidade de São Paulo (USP), Universidade Estadual Paulista (Unesp) e Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). Segundo apuração do Metrópoles, a discussão começou após um desentendimento entre Fuinhar e um dos manifestantes. Pouco depois, o clima ficou mais tenso e um grupo passou a discutir e cercar o influenciador, que estava acompanhado por seguranças.
Vídeos registrados no local mostram empurra-empurra, troca de ameaças e discussões entre os estudantes e pessoas apontadas pelos manifestantes como provocadores. Em alguns momentos, Fuinhar aparece sorrindo e fazendo provocações em direção ao grupo.
Em meio ao tumulto, Fuinhar e um manifestante chegaram a trocar socos. Ainda durante a confusão, outro participante tentou ultrapassar os seguranças para atingir o influenciador, momento em que um dos seguranças reagiu com um soco. O manifestante atingido caiu no chão.
A Polícia Militar (PM) foi acionada e precisou intervir para separar a briga e conter o tumulto na Avenida Brigadeiro Faria Lima. Até o momento, não há informações sobre presos ou feridos gravemente durante a ocorrência.
Influenciador agredido por flanelinhas
No último dia 9 de maio, Robson Calabianqui também se envolveu em outra confusão, desta vez no centro de São Paulo. Segundo relato do influenciador, ele foi agredido por um grupo de flanelinhas após se recusar a pagar pelo serviço de vigilância de carros em uma vaga pública.
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De acordo com Fuinhar, a discussão começou depois que um dos homens cobrou entre R$ 20 e R$ 50 para “olhar” o veículo estacionado. Após a recusa, outros flanelinhas teriam se aproximado e iniciado as agressões. O influenciador afirmou ainda que já havia tido problemas anteriores com guardadores informais, incluindo danos ao carro e furtos.
Greve dos estudantes na USP
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- A paralisação de estudantes da USP teve início no dia 15 de abril, como forma de apoio ao movimento de servidores e em protesto por melhores condições de permanência estudantil.
- Mais de 105 cursos aderiram à greve em diferentes unidades, incluindo os campi do Butantã, na zona oeste, da Escola de Artes, Ciências e Humanidades (EACH), na zona leste, além do Largo São Francisco, do Quadrilátero da Saúde, no centro, e unidades do interior.
- Entre as principais reivindicações, estão a melhoria na qualidade dos restaurantes universitários, o fim de processos de privatização, a garantia de espaços estudantis e o aumento do auxílio para o valor de um salário mínimo paulista.
- Estudantes também cobram isonomia nas políticas de valorização dentro da universidade, apontando diferenças entre os reajustes destinados a docentes, servidores e alunos.
Tarcísio criticou greve dos estudantes: “Não entra na minha cabeça”
O governador Tarcísio de Freitas falou sobre a greve dos estudantes da USP na tarde do dia 5 de maio e afirmou que a paralisação não entra na cabeça dele. Segundo o governador, a mobilização tem “cunho político” e representa uma “perda de oportunidade” aos alunos.
“Eu sei que um dia eu vou estar no mercado de trabalho e o mercado vai cobrar. Então, eu quero o máximo de ferramenta. Para mim, não entra na minha cabeça a greve dos estudantes”, criticou o governador, que é pré-candidato à reeleição ao governo estadual.
A declaração foi feita durante uma agenda no Palácio dos Bandeirantes, onde ele anunciou investimentos em rodovias do interior paulista. Além de falar em “perda de oportunidade” dos alunos, ele saiu em defesa da “autonomia universitária” para fazer a distribuição e a alocação dos recursos financeiros.
“Tem uma questão da autonomia universitária. Então, a gente não entra nas questões de gestão. A universidade tem autonomia para fazer a distribuição e a alocação de recursos. Seu orçamento tem sido assim ao longo do tempo e eu acredito que esse é o modelo que funciona”, afirmou o governador.
O comentário faz referência à pauta grevista de isonomia salarial levantada por funcionários e alunos após uma gratificação de R$ 4.500 ser aprovada para professores que desenvolverem projetos considerados estratégicos pela universidade.
A bonificação custará R$ 239 milhões anuais ao orçamento da USP e beneficiará apenas professores, enquanto estudantes lutam por melhores condições de permanência e os funcionários reivindicam melhores condições de trabalho.
Protestos recentes
Na noite de quarta-feira (13/5), um grupo de estudantes das três universidades estaduais realizou outro protesto, na Avenida Paulista. O ato também foi organizado pelo DCE da USP e teve falas, faixas e cartazes contra a gestão do governador Tarcísio.
Os manifestantes – cerca de 2 mil, segundo a organização do evento – cobraram respostas da Reitoria da USP sobre pautas ligadas ao auxílio de permanência estudantil e melhores condições dos restaurantes universitários, além de questionarem a ação de desocupação realizada pela PM na madrugada do Dia das Mães (10/5).
No ato, estiveram presentes figuras como a deputada federal Sâmia Bomfim (Psol-SP) – que chegou a fazer um discurso no início da manifestação – e os deputados estaduais Eduardo Suplicy (PT), Guilherme Cortez (Psol), Paula Nunes (Psol) e Ediane Maria (Psol). Servidores públicos e professores da rede municipal, que mais cedo realizaram outro ato contra o prefeito Ricardo Nunes (MDB), também se uniram à passeata dos estudantes.
Os alunos entoaram palavras de ordem e discursos contra a administração da universidade, partindo da Avenida Paulista em direção à Praça Roosevelt, no centro de São Paulo.

























