Homem é preso após mulher pedir socorro com um “X” desenhado na mão
O sinal vermelho “X”, de enfrentamento à violência doméstica, foi reconhecido pela funcionária de um estabelecimento em Americana
atualizado
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Um homem foi preso em flagrante por ameaça, dano e violência doméstica contra sua companheira, no domingo (3/5), em Americana, interior de São Paulo. A prisão aconteceu após a vítima desenhar um “X” com batom vermelho na palma de sua mão e mostrar discretamente à funcionaria de um estabelecimento comercial, que acionou a Guarda Municipal (GCM).
Segundo o boletim de ocorrência, a mulher teria sofrido agressões de seu companheiro durante uma briga em casa. O homem também teria danificado vários objetos do local. Após o episódio de violência, a vítima acompanhou o marido até o estabelecimento comercial, momento em que mostrou a palma da mão para a atendente.
A funcionária, então, acionou a Guarda Municipal, que conseguiu prender o homem em flagrante.
“X”: símbolo de combate à violência contra a mulher
Em decorrência da alta de feminicídios em 2020, o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) se uniu à Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB) para lançar, em junho de 2020, a campanha Sinal Vermelho contra a Violência Doméstica.
O sinal foi criado, inicialmente, pensando nas vítimas de violência doméstica durante a fase do isolamento social na pandemia. No entanto, a iniciativa ficou tão popular que perdura até hoje.
A ideia central era que mulheres pudessem pedir ajuda em farmácias, órgãos públicos e agências bancárias com um sinal vermelho desenhado na palma da mão. O símbolo ajudou vítimas a denunciarem seus agressores em silêncio, evitando represálias dos mesmos.
Como funciona a campanha
- O sinal “X” feito com batom vermelho (ou qualquer outro material) na palma da mão ou em um pedaço de papel permite que uma pessoa reconheça que aquela mulher foi vítima de violência doméstica e, assim, promova o acionamento da Polícia Militar.
- Quando a pessoa mostrar o “X”, o funcionário de um estabelecimento pode, de forma reservada, usar os meios à sua disposição para registrar o nome, o telefone e o endereço da suposta vítima. Em seguida, o atendente pode ligar para o 190 e acionar a Polícia Militar.
- Em seguida, se for possível, a pessoa deve conduzir a vítima a um espaço reservado, para aguardar a chegada da polícia. Caso a vítima não queira falar com a polícia naquele momento, o atendente deve aguardar sua saída para fazer contato com os agentes.
- Se houver flagrante, a Polícia Militar deverá encaminha a vítima e o agressor para a delegacia de polícia. Caso contrário, o fato será informado à delegacia de polícia por meio de sistema próprio para dar os encaminhamentos necessários – boletim de ocorrência e pedido de medida protetiva.
- Todos os atendentes das empresas que aderiram à campanha recebem cartilha e tutorial explicando os fluxos que deverão seguir, com as orientações necessárias ao atendimento da vítima e ao acionamento da Polícia Militar, de acordo com protocolo preestabelecido.
