Eleição 2026

Os 3 temores da pré-campanha de Haddad no embate com Tarcísio em SP

Estrategistas da pré-campanha de Fernando Haddad ao governo de São Paulo já sabem estigmas que vão tentar superar nas eleições

atualizado

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Imagem colorida, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, concede entrevista ao Acorda Metrópoles- Metrópoles
1 de 1 Imagem colorida, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, concede entrevista ao Acorda Metrópoles- Metrópoles - Foto: BRENO ESAKI/METRÓPOLES @BrenoEsakiFoto

“Lula ladrão”, “Taxad” e “o pior prefeito da história de São Paulo”. As três frases, comuns na boca de eleitores antipetistas, são estigmas que os estrategistas da pré-campanha de Fernando Haddad (PT) esperam enfrentar nas eleições ao governo de São Paulo.

Para cada uma das frases, uma resposta diferente está sendo elaborada. No caso do apelido “Taxad”, a estratégia será de assumir a alcunha, mas remetendo-a à taxação de super-ricos para mostrar ao eleitor que, como ministro da Fazenda, Haddad teria tirado dos ricos para dar aos pobres.

Em relação ao “pior prefeito da história de São Paulo”, o entorno de Haddad acredita que pode tirar a pecha da cabeça do eleitor, mostrando os dados das eleições anteriores. Em 2022, Haddad teve mais votos que Tarcísio na capital. O petista fez 3,5 milhões de votos contra 2,9 milhões do atual governador. A avaliação é de que a frase seria mais repetida no interior do que na capital.

“O cara nunca vem para a capital e fica dizendo que o Haddad é o pior prefeito da história de São Paulo”, disse ao Metrópoles uma pessoa próxima da equipe de pré-campanha do petista.

O interior do estado, inclusive, é a maior preocupação dos petistas. Em uma reunião no QG da campanha do PT, deputados estaduais foram chamados para uma primeira conversa com Haddad sobre as eleições. O petista pediu pressa aos parlamentares e foco na população do interior.

Haddad pretende adotar um discurso de que o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) estaria mais presente nas cidades do interior paulista do que a gestão de Tarcísio de Freitas (Republicanos), exaltando creches, postos de saúde e obras financiadas pelo governo federal.

Sombra de escândalos

O maior desafio será desvincular Haddad dos esquemas de corrupção dos governos petistas. Uma das ideias é mostrar que a Receita Federal foi fundamental em operações como a Carbono Oculto, que mostrou um esquema de lavagem de dinheiro do Primeiro Comando da Capital (PCC) em postos de combustíveis e fundos de investimento.

Por outro lado, escândalos como do Banco Master e da farra do INSS são vistos por aliados de Haddad como fatores que desgastaram a imagem de Lula e fizeram com que Flávio Bolsonaro (PL) aparecesse numericamente à frente em pesquisas de intenção de voto.

O trabalho para se afastar dos escândalos já começou. Nas redes sociais, Haddad publicou, na quinta-feira (17/4), um trecho de entrevista dizendo que rejeitou reuniões com Daniel Vorcaro. “Eu me recusei, várias vezes, a receber essa figura, mesmo sob pressão. O Brasil merece respostas”, escreveu no Instagram.

Embora haja esforço para mostrar que os esquemas já ocorriam na gestão do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), a avaliação é de que o candidato governista sempre acaba desgastado quando grandes escândalos de corrupção são revelados.

Tarcísio lidera pesquisas

A última pesquisa de intenção de voto, do instituto Paraná Pesquisa, mostrou um cenário preocupante para Haddad, que perderia para o atual governador Tarcísio de Freitas no primeiro turno. Em um eventual segundo turno, Tarcísio marca 58,7% dos votos, contra 35,1% do petista.

O cenário trágico para o ex-ministro da Fazenda contrasta com outros resultados que têm dado esperança aos petistas. Deputados do PT se mostraram entusiasmados, por exemplo, com o resultado da pesquisa Atlas encomendada pelo jornal O Estado de S.Paulo.

O levantamento, divulgado em 30/3, mostrou Tarcísio com 49,1%, contra 42,6% do ex-ministro. O resultado é muito semelhante à votação que o petista alcançou no segundo turno de 2022, quando Haddad marcou 44,73% dos votos contra 55,27% do atual governador.

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