
Haddad sobre desvantagem em pesquisas: “Temos 50 dias para debater”
Apesar disso, o candidato ao governo de São Paulo Fernando Haddad afirmou que pode mudar estratégia, dependendo do levantamento

O ex-ministro da Fazenda e candidato ao governo de São Paulo Fernando Haddad (PT) minimizou, nesta segunda-feira (24/8), a diferença entre ele e o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) nas últimas pesquisas eleitorais. Durante a Sabatina Uol/Folha, Haddad afirmou que as sondagens internas da campanha têm apresentado resultados melhores.
O petista destacou a diferença de 8% nas intenções de voto para ele nos dois últimos levantamentos: segundo a pesquisa Real Time Big Data, divulgada nesta segunda, Tarcísio aparece com chance de vitória já no primeiro turno, com 52% das intenções de voto, enquanto Haddad aparece em segundo lugar, com 35%. Já no levantamento Datafolha, publicado na última sexta-feira (21/8), Tarcísio tem 45% das intenções de voto em cenário de primeiro turno e Haddad, 27%.
“Dependendo da pesquisa, obviamente, [a resposta] é ação, e as nossas [sondagens] internas têm dados melhores. A diferença ainda é muito grande a cada levantamento”, disse Haddad. “Então, eu entendo a boa ansiedade de pessoas que gostariam de ver a eleição já decidida, mas nós temos aí 50 dias para debater o estado e, para cumprir a minha função, é necessário expor ao eleitor paulista a realidade do estado.”

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Ver todasHaddad afirmou que vai continuar apresentando propostas e políticas que pretende implementar caso seja eleito, como o uso contínuo de câmeras corporais pela Polícia Militar (PM).
Entre no canal de WhatsApp do Metrópoles SP“Se isso não sensibilizar o eleitor, ele entender que a continuidade desse governo é o melhor para São Paulo, eu tenho cumprido o meu papel de, democraticamente, apresentar os dados e dizer por que eu não concordo com a condução do governo atual e as alternativas que eu estou apresentando, que na minha opinião, são muito mais viáveis para o Estado de São Paulo”, disse.
Caso Lulinha
Questionado sobre as suspeitas de indícios de corrupção e de tráfico de influência envolvendo Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho mais velho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o candidato disse confiar no trabalho de investigação da Polícia Federal (PF). “Mas não significa dizer que todos os membros daquela instituição estão agindo corretamente”, completou.
Haddad definiu como “muito grave” a possibilidade de membros da PF vazarem informações sobre a investigação para influenciar as eleições. Na última sexta-feira (21/8), o ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou a inclusão dos possíveis vazamentos no inquérito que já apura a divulgação de dados sigilosos da Operação Sem Desconto e de investigações relacionadas.
Ele comparou o caso com o do afastamento do coronel José Augusto Coutinho da função de comandante-geral da Polícia Militar de São Paulo, citado em investigação contra o Primeiro Comando da Capital (PCC). “Isso significa que a Polícia Militar está comprometida? Não, não significa. Pelo contrário, a Polícia Militar de São Paulo sempre foi exemplo. Discutia-se truculência, excesso, mas a gente não discutia a questão da honra da Polícia Militar”, afirmou.
















