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"Terror vai acabar", diz Haddad sobre plataformas digitais nas escolas

Candidato ao governo de São Paulo, Fernando Haddad (PT) apresentou planos para a área da Educação em evento neste sábado (22/8)

22/08/2026 15:15
Diogo Zacarias/Partido dos Trabalhadores
Fernando Haddad. Metrópoles

Candidato ao governo de São Paulo, Fernando Haddad (PT) prometeu, neste sábado (22/8), “acabar com o terror” dos professores da rede estadual de ensino e dobrar o número de vagas em tempo integral nas escolas do estado. As falas foram feitas durante evento na zona oeste da capital paulista para apresentar propostas para a área de educação.

A principal diretriz, segundo a campanha petista, é fazer com que a educação em São Paulo seja referência no Brasil. Haddad pretende levar os Centros de Educação Unificados (CEUs) para o interior, litoral e regiões metropolitanas. Ele também prometeu os programas Pé de Meia Paulista, de poupança para os estudantes, e TotaltecSP, para fortalecer o ensino técnico e o Centro Paula Souza, além de criar polos de ensino integrados ao Sistema S e “aproximar o estudante do chão da empresa”.

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Em relação à cultura, Haddad afirmou que teatros e bibliotecas ficarão à disposição do público e prometeu criar a SPCine Estadual, seguindo os moldes do programa mantido pelo petista na prefeitura, para levar salas de cinema gratuitas ao interior.

Valorização de professores

Para os educadores, Haddad prometeu rever o uso de plataformas digitais nas escolas e acabar com as metas de tempo de tela. “Aquilo ali não vai resolver nada na educação. Você está fazendo uma plataformização contra o professor”.

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Perguntado pelo Metrópoles sobre propostas para a saúde mental de professores, Haddad afirmou que os profissionais estão “adoecendo por conta da maneira como estão sendo tratados”. Entre os motivos, ele citou a ausência de concursos, o preenchimento de sistemas determinado pela Secretaria da Educação e a falta de perspectivas de carreira.

“Isso vai mudar no primeiro dia [de governo]. Vai vir um alívio enorme em janeiro para o magistério paulista. Esse terror vai acabar. Nós vamos dar as mãos. Eu quero o compromisso de todo mundo de que nós vamos recuperar esse estado. Nós vamos fazer isso juntos”, disse.

Críticas à educação sob Tarcísio

Em desvantagem nas pesquisas, Haddad também aproveitou a agenda para se opor à gestão do principal adversário, o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos), na educação. Ele afirmou que o estado caiu seguidas vezes no ranking do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) sob comando de Tarcísio, e ocupou a décima colocação no exame de 2025.

O candidato também se posicionou contrário às escolas cívico-militares e à terceirização de instituições de ensino, bandeiras da gestão do adversário. “Em São Paulo, só se fala em coisa que não se discute em nenhum lugar do mundo. O mundo está discutindo privatização de escolas? O mundo está discutindo escola cívico-militar? Nós vamos discutir quanto até descobrir que esse caminho não vai dar certo? Precisa de alguém com a humildade para reconhecer que não deu certo”, disse. Posteriormente, Haddad afirmou que não vai ampliar o programa de escolas cívico-militares, mas que as comunidades que já seguem o modelo poderão mantê-lo se desejarem.

Por fim, Haddad afirmou que precisará passar os primeiros meses de uma eventual gestão “passando a régua em contratos” e “abrindo espaço orçamentário” porque, segundo ele, Tarcísio deixou o caixa do estado enfraquecido.

O evento contou com a participação das candidatas ao Senado, Simone Tebet (PSB) e Marina Silva (Rede), além do vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB). O candidato a vice de Haddad, Márcio França (PSB), não compareceu em razão de um imprevisto pessoal.

Em fala breve, Tebet fez elogios ao Haddad e destacou a atuação do candidato como Ministro da Educação de governos petistas. Marina enfatizou a importância da Educação no desenvolvimento do Brasil e Alckmin lembrou da participação do candidato na criação dos CEUs.

"Terror vai acabar", diz Haddad sobre plataformas digitais nas escolas