Haddad diz que falta cooperação de SP no combate ao crime organizado
Pré-candidato do PT ao governo, Haddad afirmou que atual gestão renega cooperação com a União em ações de combate ao crime organizado
atualizado
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O pré-candidato ao Governo de São Paulo Fernando Haddad (PT) apontou nesta quinta-feira (28/5) suposta ausência de cooperação por parte da Secretaria da Segurança Pública (SSP) da gestão de Tarcísio de Freitas (Republicanos) com o governo federal em ações de combate ao crime organizado.
O petista citou a nova fase da Operação Carbono Oculto, deflagrada em conjunto entre o Ministério Público de São Paulo (MPSP) e a Receita Federal, que mira empresários e operadores suspeitos de manter esquema de lavagem de dinheiro ligado ao PCC dentro do mercado de combustíveis. A ação cumpre 55 mandados de busca e apreensão em São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro e Paraná.
“Renegar a cooperação com a União no que diz respeito à segurança pública é um outro erro do governo do estado. Sem a cooperação da Polícia Federal, da Receita Federal, do COAF, você não consegue combater o crime organizado. Hoje está saindo uma nova operação da Receita Federal com o Ministério Público. Estão cooperando. Por que a Secretaria de Segurança Pública se recusa a cooperar com o governo federal? Com a troca de informações, com banco de dados compartilhado, com inteligência compartilhada”, disse Haddad.
A declaração ocorreu durante roda de conversa com professores e alunos em Bauru, no interior paulista. Ao longo do mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), as possíveis formas de cooperação entre governos estaduais e a União no combate ao crime estiveram no centro das discussões da PEC da Segurança Pública. Após ser aprovada pela Câmara dos Deputados, a matéria está em tramitação no Senado.
Ainda sobre o tema da segurança, o pré-candidato disse que a questão do feminicídio “não é enfrentado com seriedade” em São Paulo.
“Um aplicativo a mais não vai resolver o problema do feminicídio. Você precisa de um estudo sério, você precisa de gente competente na Secretaria de Segurança”, disse o ex-ministro da Fazenda, se referindo ao aplicativo SP Mulher Segura, uma das medidas da gestão Tarcísio para combater a violência doméstica e prevenir o feminicídio.
Sabesp e saneamento
Haddad também criticou a política de Tarcísio voltada ao saneamento básico, argumentando que a privatização da Sabesp fez aumentar as tarifas. O ex-ministro disse que há uma pressão para privatizar os serviços de água e esgoto no interior.
“Eu estou muito preocupado com isso. Porque onde a população é atendida pela Sabesp, as contas estão aumentando muito. O governador prometeu, com a privatização, reduzir a tarifa de água. E está acontecendo o contrário. Em alguns casos, 6%, 10%, mas tem casos que dobrou a conta de água. Muitos casos”, disse Haddad.
“O índice de reclamação dos serviços de água da Sabesp tomaram a dianteira nos Procons de São Paulo. Você tem um problema”, completou.
