Haddad critica violência policial em universidades: “Jamais cogitaria”

Pré-candidato ao governo de São Paulo criticou violência policial em campi universitários durante evento nesta sexta (22/5) em São Carlos

atualizado

metropoles.com

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1 de 1 haddad violência policial universidades - Foto: Reprodução/IAU-USP

Pré-candidato ao governo de São Paulo, Fernando Haddad (PT) afirmou que “jamais cogitaria” usar violência policial para resolver conflitos em universidades, durante uma palestra na Escola de Engenharia de São Carlos (EESC) da Universidade de São Paulo (USP), na manhã desta sexta-feira (22/5).

No início de maio, a Polícia Militar desocupou estudantes que estavam acampando dentro da Reitoria da USP, na Cidade Universitária, por causa da greve estudantil, com o uso de “corredor polonês”, com cassetetes, bombas de efeito moral e gás lacrimogêneo (veja vídeo abaixo).

Haddad respondeu ao questionamento de um aluno de que “acredita que a sociedade pode ser muito melhor do que ela realmente é” e, por isso, nunca cogitaria o uso de violência policial na resolução de conflitos universitários. “Passei sete anos como ministro da Educação e jamais cogitei que havia necessidade de uso da força policial na universidade”.

“Se na universidade não conseguimos projetar uma utopia de convivência, preciso abdicar dos meus sonhos de uma sociedade justa”, disse o pré-candidato na agenda sobre educação superior pública e a sociedade brasileira.

O ex-prefeito de São Paulo foi ministro da Educação durante sete anos, entre 2005 e 2012. Nesse período, as universidades federais brasileiras passaram por dois grandes episódios de greve: o primeiro em 2005, quando professores universitários de mais de 20 instituições entraram em greve por reajuste salarial. O outro, em 2011, quando servidores técnicos-adminsitrativos também paralisaram suas atividades nas federais. Em nenhum destes anos houve conflitos policiais dentro dos campi.

O discurso foi feito em um momento crucial para a educação superior pública do estado de São Paulo: as três universidades estaduais paulistas, USP, Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e Universidade Estadual Paulista (Unesp) estão em greve, algumas delas há mais de um mês.

Violência policial na USP

Vídeos enviados ao Metrópoles mostraram a ação da PM, iniciada por volta das 4h15 do dia 10 de maio. De dentro da reitoria, os policiais se organizaram em fila para agredir os alunos que deixavam o prédio. Outra gravação mostra os agentes retirando mesas e barracas montadas pelos estudantes.

No dia 12 de maio, o governardor Tarcísio de Freitas (Republicanos) saiu em defesa da ação da PM, afirmando que “a USP não pode ser um espaço de baderna e de depredação” e que a polícia “agiu como deveria agir“. Ainda segundo ele, a própria USP chamou a polícia quando houve a ocupação. No entanto, a universidade negou ter sido avisada sobre a reintegração na madrugada.

Haddad critica privatização da Sabesp

Na tarde dessa quinta-feira (21/5), Haddad afirmou que a privatização da Companhia de Saneamento de São Paulo (Sabesp) pela gestão do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) criou a “Enel da água”, ao se referir ao alto índice de reclamações após a privatização da companhia.

A fala foi dada durante sua participação em uma palestra sobre a economia brasileira atual no campus da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) em Osasco, na Grande São Paulo. O evento foi acompanhado por cerca de 250 pessoas entre alunos, professores e outros membros do corpo docente.

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