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Justiça faz 1ª audiência de PMs envolvidos em escolta de Gritzbach

PMs são acusados de falsidade ideológica e organização criminosa por atuarem na escolta pessoal de Vinicius Gritzbach, delator do PCC

atualizado

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Polícia Civil/Divulgação
Corpo do empresário Antônio Vinicius Gritzbach coberto na cena do crime - Metrópoles
1 de 1 Corpo do empresário Antônio Vinicius Gritzbach coberto na cena do crime - Metrópoles - Foto: Polícia Civil/Divulgação

A primeira audiência de instrução do processo contra os policiais militares acusados de envolvimento com Vinicius Gritzbach, delator do PCC morto a tiros no ano passado, foi remarcada para esta quarta-feira (10/9).

Segundo o Tribunal de Justiça Militar de São Paulo (TJM-SP), serão ouvidas cinco testemunhas de acusação. O processo é relacionado aos 15 PMs acusados de falsidade ideológica e organização criminosa por atuarem na escolta pessoal de Gritzbach. São eles: Giovanni de Oliveira, Leandro Ortiz, Talles Rodrigues, Alef de Oliveira, Adolfo Oliveira, Samuel Tillvitz, Jefferson Silva, Abraão Pereira, Leonardo Cherry, Thiago Maschion, Julio Cesar Scalett, Wagner de Lima, Erick Braian, Romarks Cesar e Nathan Botelho.

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Suspeitos de atirar e dirigir carro usados para executar Vinícius Gritzbach
Tenente Fernando Genauro da Silva
Gritzbach foi assassinado em 8 de novembro do ano passado no Aeroporto Internacional de Guarulhos, em São Paulo
A investigação, que mira na atuação das fintechs 2GO Bank e Invbank, foi iniciada a partir da delação de Vinicius Gritzbach
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Tenente Fernando Genauro da Silva
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Tenente Fernando Genauro da Silva

Reprodução / Redes sociais
Suspeitos de atirar e dirigir carro usados para executar Vinícius Gritzbach
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Suspeitos de atirar e dirigir carro usados para executar Vinícius Gritzbach

Reprodução
Tenente Fernando Genauro da Silva
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Tenente Fernando Genauro da Silva

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Gritzbach foi assassinado em 8 de novembro do ano passado no Aeroporto Internacional de Guarulhos, em São Paulo
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Gritzbach foi assassinado em 8 de novembro do ano passado no Aeroporto Internacional de Guarulhos, em São Paulo

TV SBT/Reprodução
A investigação, que mira na atuação das fintechs 2GO Bank e Invbank, foi iniciada a partir da delação de Vinicius Gritzbach
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A investigação, que mira na atuação das fintechs 2GO Bank e Invbank, foi iniciada a partir da delação de Vinicius Gritzbach

Divulgação/ GAEGO
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Dênis Antonio Martins, o PM da ativa apontado como assassino de Gritzbach
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Dênis Antonio Martins, o PM da ativa apontado como assassino de Gritzbach

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Arte de Michael Melo sobre foto de reprodução
PM da ativa que executou Gritzbach a mando do PCC é preso
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PM da ativa que executou Gritzbach a mando do PCC é preso

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8 de novembro – O empresário Antônio Vinicius Gritzbach é assassinado a tiros no Aeroporto de Guarulhos. A autoria do crime seria do PCC
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8 de novembro – O empresário Antônio Vinicius Gritzbach é assassinado a tiros no Aeroporto de Guarulhos. A autoria do crime seria do PCC

Polícia Civil/Divulgação
Antônio Vinicius Lopes Gritzbach
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Antônio Vinicius Lopes Gritzbach

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Delator do PCC, Vinícius Gritzbach foi executado no Aeroporto de Guarulhos
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Delator do PCC, Vinícius Gritzbach foi executado no Aeroporto de Guarulhos

Reprodução/SBT
O delator do PCC Vinícius Gritzbach deixa o aeroporto ao lado da namorada, Maria Helena Paiva
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O delator do PCC Vinícius Gritzbach deixa o aeroporto ao lado da namorada, Maria Helena Paiva

Reprodução/TV Record
O delator do PCC Vinícius Gritzbach deixa o aeroporto de SP ao lado da namorada, Maria Helena Paiva
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O delator do PCC Vinícius Gritzbach deixa o aeroporto de SP ao lado da namorada, Maria Helena Paiva

Reprodução/TV Record
Vinicíus Gritzbach, delator do PCC
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Vinicíus Gritzbach, delator do PCC

Reprodução

Outros três PMs se tornaram réus por envolvimento direto no assassinato do delator do PCC: o cabo Dênis Antônio Martins, o soldado Ruan Silva Rodrigues — apontados como assassinos de Gritzbach — e o tenente Fernando Genauro da Silva — motorista do carro usado na fuga dos matadores.

Dias antes de morrer, Gritzbach havia feito delações premiadas ao Ministério Público de São Paulo (MPSP) e à Corregedoria da Polícia Civil, nas quais denunciou a relação de agentes públicos com o PCC, além de apontar criminosos envolvidos com a lavagem de dinheiro da facção.

Até o momento, 26 foram presos, dos quais 17 são policiais militares, cinco policiais civis — presos na Operação Tacitus, da PF, por suspeita de elo com o PCC, lavagem de dinheiro e corrupção ativa e passiva — e quatro pessoas relacionadas a Kauê do Amaral Coelho, apontado como o olheiro que avisou os assassinos sobre a chegada de Gritzbach no aeroporto.


Execução de Gritzbach

  • Vinícius Gritzbach foi executado no dia 8 de novembro no Aeroporto Internacional de São Paulo, em Guarulhos. Ele estava voltando de uma viagem que fez para Maceió, em Alagoas.
  • Em depoimento, a namorada do executado, Maria Helena Paiva Antunes, afirmou que ouviu o companheiro no telefone no dia 5 e 6 de novembro falando com uma pessoa que lhe devia dinheiro. “Posteriormente, ele determinou que [o policial militar] Samuel [Tillvitz da Luz] e [o motorista] Danilo [Lima Silva] fossem a Maceió buscar algumas joias que seriam parte do pagamento dessa dívida.”
  • No dia da execução, quando Gritzbach passava pela área de desembarque um carro parou no local, dois homens encapuzados desceram do veículo vestindo colete à prova de balas e portando fuzis.
  • Assim que o alvo se aproximou, os dois começaram a atirar. Foram 29 disparos; 10 atingiram Gritzbach, que morreu no local. Pelo menos um dos disparos acertou o rosto do delator.
  • Além dele, um motorista clandestino do aeroporto foi morto e outras duas pessoas foram feridas pelos disparos.

 

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