Gritzbach: Justiça solta acusados de ajudar fuga em ação por tráfico

Suspeitos de ajudar em fuga de olheiro do assassinato de Gritzbach foram soltos em processo que respondem por tráfico de drogas

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Kauê, olheiro do PCC, e a namorada, Jackeline - Metrópoles
1 de 1 Kauê, olheiro do PCC, e a namorada, Jackeline - Metrópoles - Foto: SSP-SP/Reprodução e Instagram/Reprodução

A Justiça paulista revogou a prisão de três réus por tráfico de drogas que são suspeitos de envolvimento no assassinato de Vinícius Gritzbach, delator do PCC, ocorrido em novembro de 2024.

Jackeline Leite Moreira, namorada de Kauê do Amaral Coelho, apontado como olheiro da facção no crime, e os irmãos Matheus Soares Brito e Marcos Soares Brito, suspeitos de colaborar com a fuga de Kauê, receberam alvará de soltura nessa terça-feira (26/8).

Além da denúncia por tráfico de drogas, eles são investigados por envolvimento na fuga do olheiro do PCC. Segundo as investigações, após a morte de Gritzbach, Kauê teria se encontrado com Jackeline e os dois foram para um motel, onde passaram a noite juntos. Na sequência, ele foi para o Rio de Janeiro.

Em nota, nesta quarta-feira (27/8), a defesa de Jackeline alegou que ela não tem e nunca teve qualquer ligação com Kauê para além do namoro, que durou seis meses. “A decisão de soltura, após o requerimento defensivo, é acertada do ponto de vista técnico e extremamente bem fundamentada pela magistrada. Existem laudos pendentes que ainda não foram apresentados pelo Instituto de Criminalística, malgrado o juízo já tenha reiterado o ofício ao respectivo órgão, o que torna a decisão ainda mais amparada pelo direito e pela justiça”, destacou o advogado da ré.

Prisões

Jackeline Leite Moreira foi alvo de mandado de prisão temporária em janeiro deste ano. A delegada Ivalda Aleixo, do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), afirmou que a polícia usou o envolvimento com o tráfico de drogas como pretexto para prendê-la no âmbito da investigação do assassinato. Em depoimento, ela negou ter ajudado Kauê e a suposta ligação com o tráfico.

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Empresário, preso sob suspeita de mandar matar integrantes do PCC, foi solto por determinação do Superior Tribunal de Justiça (STJ)
Corpo de rival do PCC executado no aeroporto
Corpo de rival do PCC morto em desembarque de aeroporto
Delator do PCC foi morto no Aeroporto de Guarulhos
Corpo de rival do PCC morto em desembarque de aeroporto
Antônio Vinícius Lopes Gritzbach voltava de uma viagem com a namorada quando foi executado na tarde de 8 de novembro, na área de desembarque do Terminal 2 do Aeroporto Internacional de São Paulo
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Antônio Vinícius Lopes Gritzbach voltava de uma viagem com a namorada quando foi executado na tarde de 8 de novembro, na área de desembarque do Terminal 2 do Aeroporto Internacional de São Paulo

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Empresário, preso sob suspeita de mandar matar integrantes do PCC, foi solto por determinação do Superior Tribunal de Justiça (STJ)
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Empresário, preso sob suspeita de mandar matar integrantes do PCC, foi solto por determinação do Superior Tribunal de Justiça (STJ)

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Corpo de rival do PCC executado no aeroporto
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Corpo de rival do PCC executado no aeroporto

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Ela é investigada por tráfico de drogas
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A polícia diz que a influencer colaborou com a fuga de Kauê após o assassinato de Vincius Gritzbach
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A polícia diz que a influencer colaborou com a fuga de Kauê após o assassinato de Vincius Gritzbach

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Matheus foi preso em dezembro passado e confessou ter ajudado Kauê a fugir para o Rio de Janeiro, segundo o secretário-executivo da Segurança Pública de São Paulo, delegado Osvaldo Nico Gonçalves. “Matheus não negou. Ele levou o Kauê para o Rio de Janeiro. Disse que ele teve a incumbência de tirar o Kauê da cidade e dar fuga. Por isso ele foi detido”, afirmou à época.

Marcos Henrique Soares Brito e o tio, Allan Pereira Soares, foram presos, também em dezembro, após a PM encontrar uma sacola com munições dentro de um carro no imóvel deles, mas foram liberados após audiência de custódia. A decisão afirma que “se houvesse algum indício de envolvimento de Marcos e Allan com o gravoso crime de homicídio em questão, certamente a autoridade policial os teria incluído naquele pedido [de prisão]”.


Indiciados em inquérito militar

  • Em abril deste ano, a Corregedora da Polícia Militar (PM) indiciou 16 policiais por escolta ilegal e envolvimento no assassinato de Gritzbach. O Inquérito Policial Militar foi concluído no dia 15 de abril.
  • Dos indiciados, 12 vão responder por organização criminosa e um por falsidade ideológica. Os três policiais acusados de participação direta no homicídio foram indiciados por organização criminosa para a prática de violência.
  • À época, a Secretaria da Segurança Pública (SSP) afirmou que “como resultado das investigações, 17 policiais militares permaneceram presos”.

Morte de Gritzbach

Vinícius Gritzbach foi executado no dia 8 de novembro no Aeroporto Internacional de São Paulo, em Guarulhos. Ele estava retornando de uma viagem que fez para Maceió, em Alagoas.

Em depoimento, a namorada do executado, Maria Helena Paiva Antunes, afirmou que ouviu o companheiro no telefone no dia 5 e 6 de novembro falando com uma pessoa que lhe devia dinheiro. “Posteriormente, ele determinou que [o policial militar] Samuel [Tillvitz da Luz] e [o motorista] Danilo [Lima Silva] fossem a Maceió buscar algumas joias que seriam parte do pagamento dessa dívida.”

Quando Gritzbach passava pela área de desembarque, um carro parou no local. Dois homens encapuzados desceram do veículo vestindo colete à prova de balas e portando fuzis.

Assim que o alvo se aproximou, os dois começaram a atirar. Foram 29 disparos — 10 atingiram Gritzbach, que morreu no local. Pelo menos um dos disparos acertou o rosto do empresário.

Além dele, um taxista também foi morto e outras duas pessoas foram feridas.

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