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Governo de SP reduz verba para ampliar o combate ao crime organizado

Projeto enviado por Tarcísio de Freitas à Alesp propõe reduzir pela metade verba destinada à ampliação do combate ao crime organizado

atualizado

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Operação investiga esquema de venda de combustíveis adulterados e exploração de jogos de azar, que tem participação da facção PCC - Metrópoles
1 de 1 Operação investiga esquema de venda de combustíveis adulterados e exploração de jogos de azar, que tem participação da facção PCC - Metrópoles - Foto: Divulgação/ Receita Federal

Em meio à infiltração do Primeiro Comando da Capital (PCC) em diversos setores da economia formal e ao domínio da facção paulista no tráfico internacional de drogas, o Governo de São Paulo reduziu pela metade o orçamento destinado à integração e ao aparelhamento da segurança para o combate ao crime organizado.

No projeto de Lei Orçamentária (LOA) para 2026, enviado à Assembleia Legislativa (Alesp) na última terça-feira (30/9), o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) propôs R$ 325,8 milhões para o enfrentamento ao crime organizado, valor que corresponde a menos da metade do previsto para essa ação neste ano: R$ 666,4 milhões.

Apesar da redução no orçamento, o governo manteve a mesma meta deste ano para comprar mais de 60 mil equipamentos, veículos e armamentos que devem ser utilizados no combate ao crime organizado. A LOA ainda será discutida pelos deputados estaduais e pode sofrer alterações. O projeto deve ser votado até dezembro.

O envio da proposta orçamentária acontece menos de um mês após o assassinato do ex-delegad0-geral Ruy Ferraz Fontes, executado a tiros por suspeitos de integrar o PCC em Praia Grande, no litoral paulista. No final do ano passado, criminosos ligados à facção também foram responsáveis pelo assassinato de Vinícius Gritzbach, o delator do PCC, no Aeroporto de Guarulhos, com a participação de policiais.

As investigações sobre a morte de Gritzbach revelaram a infiltração do PCC entre membros da Polícia Civil paulista. Além disso, operações recentes do Ministério Público de São Paulo (MPSP) mostram que a facção criminosa tem se infiltrado em diferentes setores da economia, inclusive no mercado financeiro.

O projeto enviado por Tarcísio prevê um orçamento total de R$ 21,2 bilhões para a Secretaria da Segurança Pública (SSP) no ano que vem, um aumento de 3% em relação ao previsto para este ano — R$ 20,6 bilhões —, que foi 11% maior do que o do ano anterior.

O que diz a Secretaria da Segurança Pública

Em nota enviada ao Metrópoles, a Secretaria da Segurança Pública afirmou que “o enfrentamento ao crime organizado segue como uma das prioridades da atual gestão”, e que, “desde o início de 2023 até agosto deste ano, foram mais de R$ 1,1 bilhão destinados a ações de combate ao crime organizado, sendo R$ 615 milhões já empenhados”.

A pasta ainda disse que “o orçamento da Secretaria da Segurança Pública foi ampliado em mais de R$ 580 milhões na comparação entre a LOA 2025 e a PLOA 2026, reafirmando o compromisso do governo com o combate à criminalidade e a proteção da população”.

“Além disso, é importante destacar que a área de segurança ainda deverá contar com recursos adicionais provenientes de emendas parlamentares estaduais e federais, convênios e repasses da União, bem como a utilização de valores recuperados em ações contra crimes financeiros e lavagem de dinheiro”, completou a pasta.

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