Gestão Nunes suspende ONG suspeita de ter funcionários fantasmas

Administração de Ricardo Nunes apurou que folha de pagamento de funcionários fantasmas poderia chegar a R$ 370 mil

atualizado

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Imagem colorida mostra a sede da Prefeitura de São Paulo. Gestão foi multada por negar aborto legal
1 de 1 Imagem colorida mostra a sede da Prefeitura de São Paulo. Gestão foi multada por negar aborto legal - Foto: Reprodução

A gestão Ricardo Nunes (MDB) suspendeu, por suspeita de manter uma folha de pagamento com funcionários fantasmas, o contrato de centenas de milhões de reais com uma ONG que gerencia unidades de saúde do centro de São Paulo.

A Associação Filantrópica Nova Esperança (Afne) teve a interrupção imediata do contrato determinada após decisão da Controladoria Geral do Município (CGM). Ela será substituída pela entidade Sociedade Brasileira Caminho de Damasco.

O Metrópoles apurou que a prefeitura constatou que a entidade teria 34 funcionários fantasmas, em uma folha de pagamento paralela que ultrapassava R$ 370 mil por mês.

A entidade tem contrato com a prefeitura desde 2021. Levantamento feito pela reportagem mostra que, desde o início do ano passado, a entidade recebeu cerca de R$ 462 milhões em repasses da administração municipal.

Após a publicação da reportagem, a Afne enviou nota negando as suspeitas de irregularidades na contratação de profissionais em unidades sob sua gestão. A entidade afirmou que a denúncia sobre a suposta existência de “funcionários fantasmas” é “improcedente” e disse que as acusações carecem de “fundamento fático ou documental capaz de sustentá-las”.

Na nota, a associação declarou ainda que, no segundo semestre de 2025, foi acionada pela fiscalização do contrato de gestão para prestar esclarecimentos sobre o tema. Segundo a AFNE, foram apresentados “todos os esclarecimentos solicitados, acompanhados da documentação comprobatória pertinente”, que demonstrariam a regularidade das contratações e a efetiva prestação de serviços pelos profissionais citados.

A entidade também afirmou que, até o momento, não houve aplicação de penalidade ou advertência contratual relacionada ao caso e que o contrato de gestão e seus termos aditivos foram analisados e aprovados pelo Tribunal de Contas do Município de São Paulo. No comunicado, a associação acrescentou que atua sob acompanhamento de órgãos públicos e reiterou “seu compromisso permanente com a legalidade, a transparência na gestão dos recursos públicos e a qualidade da assistência prestada à população”.

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