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GCM usa bala de borracha e spray de pimenta para dispersar bloco; veja

Um bloco de rua na Barra Funda terminou com confusão entre a GCM e foliões, com disparos de bala de borracha e spray de pimenta

atualizado

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Reprodução/Redes Sociais
Imagem de GCMs atirando balas de borracha em avenida - Metrópoles
1 de 1 Imagem de GCMs atirando balas de borracha em avenida - Metrópoles - Foto: Reprodução/Redes Sociais

São Paulo — Um conflito entre a Guarda Civil Metropolitana (GCM) e foliões foi registrado no entorno da Praça Olavo Bilac, na Barra Funda, zona oeste de São Paulo, na tarde desse domingo (11/2), após o bloco Prato do Dia. Guardas dispararam balas de borracha e lançaram spray de pimenta para dispersar as pessoas durante a correria.

Vídeos compartilhados nas redes sociais pelo jornalista Alnilam Orga, de 27 anos, mostram a sequência de momentos em que os guardas formam uma barreira com escudos e avançam atirando e lançando o spray ao longo da avenida. Ele disse ao Metrópoles as imagens foram feitas entre 17h24 e 17h34.

 

Segundo Alnilam, ainda haviam muitos foliões, inclusive famílias, quando a GCM formou o paredão com escudos, com a equipe de limpeza logo atrás. “Vieram pela Avenida Angélica e a multidão já começou a dispersar. A CGM chegou com formação de ataque, o que fez com que as pessoas fossem se afastando naturalmente”, afirmou o jornalista.

“Jogaram uma bomba de gás lacrimogêneo e bateram os cassetetes nos escudos para avançar”, relatou Alnilam. Ele contou ainda que uma amiga dele, ao ver outra mulher recebendo spray de pimenta no rosto, aproximou-se e levou um tiro de bala de borracha no pé. “A GCM mirava no peito e no rosto das pessoas”, disse.

Nas imagens, é possível ver que um inspetor da GCM chega para conversar com um grupo de foliões após a confusão. O guarda diz que eles podem registrar um boletim de ocorrência no caso de terem se sentido “constrangidos”, ao que Alnilam rebate: “Se sentir constrangido é levar um tiro no pé?”.

A professora Camila Marchi da Silva, de 38 anos, estava com amigos no bloco e relata momentos de medo decorrentes da ação das forças de segurança. “Estávamos lá no final, era umas 17h. Chegou a CET com a polícia [GCM]. Eles estavam com escudos. Os mocinhos que estavam vendendo coisas começaram a dispersar, com medo de perder a mercadoria. E a ‘tropa de choque’ [da CGM] começou a abrir a rua”, disse.

“Atrás deles, tinha um carro desses de água. Saí com meu pessoal porque a gente ficou com medo e, aí, a gente escutou os barulhos dos tiros de bala de borracha”, relata Silva. “Não cheguei a ver gente machucada, mas a gente viu uma correria, da dispersão”, continua.

A professora conta que não houve uma conversa prévia das forças de segurança com a população antes da ação de dispersão. “Eles simplesmente chegaram, o pessoal viu o spray de pimenta e fomos embora. Na esquina, a gente escutou os tiros”.

“Estava cheio de crianças, família, o barulho já tinha abaixado, estava fim de tarde”, conclui Silva.

O que diz a GCM

Em nota, a Secretaria Municipal de Segurança Urbana disse que a equipe da GCM, após a dispersão do bloco, realizava a proteção de agentes da subprefeitura na fiscalização do comércio ambulante irregular. Segundo a pasta, no momento em que eram realizadas apreensões, “diversas pessoas partiram em direção aos agentes”.

Um GCM ficou ferido no braço e foi socorrido no Pronto-Socorro da Santa Casa, onde foi medicado. Ninguém foi detido, de acordo com a secretaria.

A pasta conclui afirmando que “não compactua com irregularidades e que apura rigorosamente todas as denúncias e, caso constatadas ações irregulares, serão aplicadas as sanções previstas, junto à Corregedoria Geral da CGM”.

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