Funcionária de creche é achada morta após denúncia de agressão a bebês.
Funcionária encontrada morta era investigada após ter sido flagrada por câmera de segurança agredindo bebê de 6 meses em creche de Cerquilho

Uma mulher de 51 anos investigada por maus-tratos a uma bebê de 6 meses dentro de uma creche pública de Cerquilho, interior de São Paulo, foi encontrada morta, nesta quarta-feira (1º/7), em Cesário Lange — município a 33 km de distância.
Veja imagens da agressão:
A mulher era funcionária da creche. Seu corpo foi encontrado pelo marido, na madrugada desta quarta-feira, na varanda da casa da família. O caso foi registrado como suicídio consumado. A reportagem optou por preservar a identidade da suspeita.
A Polícia Civil de Cerquilho investigava a mulher por maus-tratos a uma bebê de colo na creche municipal Professora Vicentina Salvador Reginato. A agressão, do dia 23 de junho, foi flagrada pelas câmeras de segurança e divulgada somente nessa terça-feira (30/6).
As imagens mostram a bebê brincando e, sem motivo aparente, levando um tapada mulher, diretamente no rosto. A criança tomba no chão. A mesma vítima sofre uma segunda agressão, minutos depois, quando a funcionária da creche empurra, com força, um pano em seu rosto.
O Metrópoles optou por congelar a imagem antes das agressões por se tratar de conteúdo sensível.

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Ver todasA polícia investiga se outras crianças foram alvo de agressão. O Metrópoles questionou e aguarda posicionamento da Prefeitura de Cerquilho.
O delegado Emerson Jesus Martins, responsável pelo caso, disse que a investigação foi aberta imediatamente após a análise das imagens. A prisão da mulher foi solicitada à Justiça, mas ainda não havia sido apreciada.
“Caso alguma família da cidade perceba ter sido vítima do presente crime, procure a delegacia para registrar o boletim de ocorrência. Esta unidade de Polícia Judiciária reforça à população de Cerquilho o compromisso com a defesa da sociedade, e, em especial, a proteção das pessoas mais vulneráveis”, afirmou o delegado.
Busque ajuda
O Metrópoles tem a política de publicar informações sobre casos ou tentativas de suicídio que ocorrem em locais públicos ou causam mobilização social, porque esse é um tema debatido com muito cuidado pelas pessoas em geral. A Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda que o assunto não venha a público com frequência, para o ato não ser estimulado.
O silêncio, porém, camufla outro problema: a falta de conhecimento sobre o que, de fato, leva essas pessoas a se matarem. Depressão, esquizofrenia e uso de drogas ilícitas são os principais males identificados pelos médicos em um potencial suicida – problemas que poderiam ser tratados e evitados em 90% dos casos, segundo a Associação Brasileira de Psiquiatria.
Está passando por um período difícil? O Centro de Valorização da Vida (CVV) pode ajudar você. A organização atua no apoio emocional e na prevenção do suicídio, atendendo voluntária e gratuitamente todas as pessoas que querem e precisam conversar, sob total sigilo, por telefone, e-mail, chat e Skype, 24 horas, todos os dias.



