Volume de água do Cantareira cai e sistema entra na faixa de alerta
Sistema Cantareira terminou o mês de junho com 39,87% do volume útil e passará julho com operação mais restritiva que nos meses anteriores

Principal manancial de abastecimento de São Paulo e da região metropolitana da capital paulista, o Sistema Cantareira passa a operar na faixa de alerta a partir desta quarta-feira (1º/7). A medida é prevista no Protocolo de Escassez Hídrica adotado no estado e acontece porque o sistema encerrou junho com 39,87% do volume útil, uma leve queda em relação ao observado em maio.
Com o Cantareira na faixa de alerta, a Sabesp deverá reduzir a captação de água do sistema de 33 metros cúbicos por segundo para 27 m³/s autorizados do Sistema Cantareira. A companhia também poderá utilizar a vazão transposta da Usina Hidrelétrica Jaguari, na bacia do rio Paraíba do Sul, respeitando os limites definidos.
A operação do Cantareira em alerta representa uma situação mais restritiva do que a registrada nos meses anteriores. Entre junho e abril, o sistema operou na faixa de atenção. A definição é feita com base em uma resolução conjunta adotada em 2017 com o objetivo de evitar uma repetição da escassez hídrica enfrentada no estado entre 2014 e 2015.

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Ver todasEm relação ao Sistema Integrado Metropolitano, que reúne todos os reservatórios que abastecem a Grande São Paulo, a situação segue na faixa 3, o que significa que a gestão noturna continua ativa. A pressão nas tubulações é reduzida por 10 horas diárias, entre 19h e 5h. Em alguns pontos mais distantes da rede de distribuição da Sabesp, pode faltar água, principalmente para quem não tem reservatório em casa.
Composto por cinco reservatórios, o Sistema Cantareira abastece cerca de metade da população da região metropolitana de São Paulo e contribui para o atendimento dos usos múltiplos da água, com destaque para o abastecimento de Campinas, nas bacias dos rios Piracicaba, Capivari e Jundiaí.
Em comunicado, a Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA) e a Agência de Águas do Estado de São Paulo (SP-Águas) reforçaram a importância da adoção de medidas de gestão para reduzir perdas, estimular o uso racional de água e preservar o volume de água nos reservatórios.


