Fornecedor de caça-níqueis em SP é alvo de operação contra jogos de azar
Considerado um dos principais fornecedores de equipamentos voltados a jogos de azar no país foi alvo de três ordens judiciais nesta 4ª
07/10/2026 07:01

O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público de Campinas, no interior de São Paulo, e de Uberlândia, em Minas Gerais, e o 1° Batalhão de Ações Especiais (Baep) deflagraram, nesta quarta-feira (7/10), a terceira fase da Operação Trevo Infortúnio. As equipes cumprem três ordens judiciais de busca e apreensão contra um morador de Campinas, considerado um dos maiores fornecedores de máquinas caça-níqueis do país.
Segundo as investigações, o alvo de Campinas fornece máquinas para um grupo do Triângulo Mineiro que atua há 30 anos com lavagem de dinheiro por meio da exploração de jogos de azar, entre eles jogo do bicho e caça-níqueis. Os mandados expedidos pela Justiça mineira são cumpridos nos bairros Jardim Boa Esperança e Parque Via Norte, na cidade do interior paulista..

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Ver todasPromotores identificaram que o investigado disponibilizava equipamentos a partir de falsos contratos de locação e documentos fiscais. Relatórios também apontaram pagamentos em dinheiro em espécie, cheque, além de movimentações por terceiros — mecanismo que dificulta a identificação da origem e destinação do dinheiro.
O fornecedor de Campinas também é investigado por disponibilizar equipamentos também para grupos de Tocantins e Goiás.
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Batizada de Trevo Infortúnio, a primeira fase da operação contra o grupo foi deflagrada em 1° de dezembro de 2022. Ao longo dos anos, o MPMG denunciou cinco pessoas pelo esquema que ocorre há três décadas em Uberlândia. Foram firmados acordos de colaboração premiada com três delas.
Segundo o Gaeco de Minas, durante a primeira fase da operação, foram recuperados mais de R$ 27 milhões.
Já na segunda fase da Trevo Infortúnio, deflagrada em 20 de abril de 2023, foram cumpridos 26 mandados de busca e apreensão contra empresas, pátios de veículos e empresários de Uberlândia, Ituiutaba, Araguari e Goiânia, no estado de Goiás, além do bloqueio de bens e patrimônio de 23 investigados, à época, totalizando R$ 36 milhões.
Promotores denominaram a operação com este nome em alusão a um dos símbolos identificados nos pontos de apostas geridos pelo grupo criminoso.



