Justiça manda prender “faria limers” por golpes de quase R$ 40 milhões

Anderson de Oliveira, Cristiano de Oliveira e Ricardo Avilez foram condenados. Eles são acusados de aplicar fraudes contra empresas em crise

atualizado

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Empresários Faria Limers condenados por aplicação de golpes - Metrópoles
1 de 1 Empresários Faria Limers condenados por aplicação de golpes - Metrópoles - Foto: MPSP/Reprodução

Conhecidos por terem escritórios em regiões de luxo da capita paulista, como a famosa Avenida Faria Lima, Anderson de Oliveira (à esquerda na imagem em destaque), Ricardo Mollo Avilez (à direita na foto) e Cristiano de Oliveira foram condenados a 7 anos de prisão em regime fechado. Sócios há cerca de 15 anos, os supostos empresários são acusados de liderar uma organização criminosas que aplicava golpes a companhias em crise.

Também foi decretada a perda de bens apreendidos. Outros seis acusados de participação no esquema foram sentenciados. Fábio Felix Bastos, André Casemiro Jordão, André Ricardo Pereira Souza, Priscila Silva Santos, Carolina Pitta de Oliveira e Gabriel Henrique Santos Ferreira receberam pena de 4 anos e 6 meses em regime semiaberto.


Golpes dos “faria limers”

  • Conforme a denúncia apresentada à Justiça, os réus fundaram um conglomerado chamado All Jaber Company (AJC Group).
  • A proposta de Anderson, Ricardo e Cristiano consistia em comprar e recuperar empresas em situação de dificuldade financeira.
  • Segundo o Ministério Público de São Paulo (MPSP), no entanto, em vez de solucionar os problemas, eles liquidavam os patrimônios e ativos, além de lesar credores e antigos proprietários.
  • Os promotores estimam os prejuízos causados com os golpes a clientes em mais de R$ 39 milhões.
  • Os golpistas se apresentavam como o “maior fundo distressed business do Brasil”.
  • Proferida em 17 de outubro, a decisão pela condenação é do juiz Guilherme Martins Kellner, da 2ª Vara de Crimes Tributários, Organização Criminosa e Lavagem de Bens e Valores de São Paulo. Ele entendeu que os acusados causaram prejuízos milionários.
  • Os condenados podem recorrer da pena em liberdade.

Os três líderes da organização criminosa chegaram a ser presos preventivamente em 2022. Atualmente, Cristiano e Ricardo estão em liberdade provisória. Anderson obteve um habeas corpus.

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