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São Paulo

Ex-mulher de coronel preso relatou stalking e perturbação há 16 anos

Dentista que teve filha com oficial da PM, atualmente preso sob suspeita de feminicídio, afirmou ter mudado de número telefônico 3 vezes

01/04/2026 03:00, atualizado 01/04/2026 06:49
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Reprodução/TJM
Homem branco cabelo curto, trajando camiseta amarela. Tenente-coronel da Polícia Militar (PM) Geraldo Leite Rosa Neto, de 53 anos - Metrópoles

Uma dentista, atualmente com 51 anos, procurou a Polícia Civil de Taubaté, interior paulista, para registrar um boletim de ocorrência de perturbação contra o ex-marido, o então major Geraldo Leite Rosa Júnior. Era manhã de 18 de janeiro de 2010.

O oficial da PM, atualmente com a patente de tenente-coronel, está preso desde o último dia 18, sob a suspeita de assassinar com um tiro na cabeça a atual esposa, a soldado Gisele Alves Santana, de 32 anos, no apartamento onde o casal morava no Brás, centro paulistano.

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Ex-mulher de coronel preso relatou stalking e perturbação há 16 anos - imagem 2
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Tenente-coronel Geraldo Neto (esq) e desembargador em evento
Magistrado costuma transitar em ambientes militares
Tenente-coronel Geraldo Neto (esq) e desembargador em evento
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Tenente-coronel Geraldo Neto (esq) e desembargador em evento
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Tenente-coronel Geraldo Neto (esq) e desembargador em evento

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Magistrado costuma transitar em ambientes militares
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Magistrado costuma transitar em ambientes militares

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Tenente-coronel Geraldo Neto (esq) e desembargador em evento

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Publicação no Diário Oficial garante salário integral ao coronel, que somou mais de R$ 28 mil, enquanto a PM Gisele recebia R$ 7 mil
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Publicação no Diário Oficial garante salário integral ao coronel, que somou mais de R$ 28 mil, enquanto a PM Gisele recebia R$ 7 mil

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Cogan foi ao local onde Gisele foi encontrada com tiro na cabeça
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Cogan foi ao local onde Gisele foi encontrada com tiro na cabeça

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Ele nega o crime, concretizado em 18 de fevereiro, sustentando até o momento, assim como sua defesa, que Gisele teria se suicidado por não aceitar o fim do relacionamento. A versão dele é enfraquecida por mensagens, recuperadas do celular da vítima pela Polícia Científica.

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Perseguição à ex

Em 2010, a já ex-esposa do oficial da PM afirmou em depoimento à Polícia Civil que, após o casal se separar, a Justiça determinou as datas nas quais Geraldo Neto poderia visitar e levar consigo a filha, fruto do relacionamento encerrado.

“Porém, a vítima vem sofrendo vários problemas de perturbação de sua tranquilidade, em face de o autor [Geraldo Neto] estar indo em horários e datas que não estão determinados pela Justiça”, diz trecho do documento policial, obtido pela reportagem.

A dentista acrescentou que, além disso, o oficial da PM realizava telefonemas, “em horários diversos”, fazendo com que ela mudasse “por três vezes” a linha telefônica.

Ainda na delegacia, a ex-esposa afirmou que – apesar de saber que a filha estava passando, na ocasião, férias na casa dos avós – Geraldo Neto usava a desculpa de estar à procura da filha para se aproximar da dentista. A ex-mulher, então, procurou o comando da PM, que a orientou a registrar o boletim de ocorrência.

“Distanciamento”

Ela ainda acrescentou que já havia movido uma ação, por meio da qual solicitava o “distanciamento” do oficial da PM, fato que o mesmo não vem [vinha] obedecendo”. A Polícia Civil, à época, encaminhou uma cópia do B.O. à Vara da Família e das Sucessões da Comarca de Taubaté.

Procurada pelo Metrópoles nessa terça-feira (31/3), a ex-mulher do tenente-coronel preferiu não comentar sobre o caso.

A defesa de Geraldo Leite Rosa Neto também foi questionada. O advogado Eugênio Malavasi afirmou, por meio de mensagem, que irá se manifestar somente no processo. O espaço segue aberto.